Uma mensagem na jaqueta
Regina Blandón participou da abertura da Copa do Mundo de 2026 no Estádio da Cidade do México. Não passou despercebido. Em sua jaqueta, a atriz colocou duas frases que tornam visível uma crise que o país arrasta há anos: “No México há mães procuradas” e “México, 133 mil desaparecidos”.
A decisão gerou reações divididas nas redes sociais. Alguns aplaudiram a sua posição; Outros a criticaram por misturar futebol com denúncia social. Blandón, porém, deixou claro que ambas as coisas podem coexistir.
Privilégio e visibilidade
“Claro que falo com privilégio, claro que percebo, claro que sei que faço parte da pequena percentagem de mexicanos que puderam ver o jogo no estádio porque me deram um bilhete”, escreveu nas suas redes.
Ele acrescentou: “Mas meu enorme privilégio não atrapalha minha empatia e falar sobre a causa a partir daí ou de onde quer que lhe dê visibilidade, que é o que importa no final das contas”.
A atriz reconheceu que não é a primeira vez que levanta a voz sobre questões sociais. Salientou que o futebol pode ser celebrado sem esquecer a realidade das mães procuradas, que se deslocaram às imediações do Estádio Azteca para exigir justiça para os seus familiares deslocados.
“Não é a primeira vez que faço isso nem a única coisa que faço pela causa, mas sempre haverá alguém que prefere apontar antes de agir. Por enquanto, tentarei ser honesta e consistente”, concluiu.




