Raúl Castro enfrenta acusação formal nos EUA por abater pequenos aviões

O líder cubano é acusado de ordenar o ataque que deixou quatro mortos.

Acusación formal contra Raúl Castro por derribo en 1996

El expresidente cubano Raúl Castro fue acusado formalmente en Estados Unidos por su presunto papel en el derribo de dos avionetas civiles en 1996, operadas por el grupo de exiliados Hermanos al Rescate. La denuncia, presentada en Miami, incluye cargos de homicidio y destrucción de aeronaves.

Castro, de 94 años, era ministro de Defensa de Cuba cuando los hechos ocurrieron. Según la acusación, autorizó el uso de fuerza letal contra las naves, que lanzaban panfletos prodemocracia sobre La Habana. El 24 de febrero de 1996, dos avionetas Cessna sin armamento fueron derribadas por cazas MiG cubanos, causando la muerte de cuatro personas, tres de ellas ciudadanos estadounidenses.

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El secretario de Justicia interino, Todd Blanche, dijo que espera que Castro comparezca ante la justicia, ya sea voluntariamente o por otros medios. La acusación también involucra a otros cinco implicados, incluidos pilotos militares.

Reacciones divididas

El presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, calificó la acusación de “acción política sin fundamento jurídico”. En redes sociales escribió:

“Fue una legítima defensa tras repetidas violaciones del espacio aéreo cubano por connotados terroristas.”

Marlene Alejandre-Triana, hija de una víctima, celebró los cargos: “Algo que debió ocurrir hace mucho tiempo”. Miembros de la comunidad cubana en Miami también apoyaron la medida. Peter Hernández, residente de Pequeña Habana, dijo: “Es un criminal”.

Contexto histórico

Raúl Castro gobernó Cuba de 2006 a 2018. Aunque se retiró como líder del Partido Comunista en 2021, se cree que mantiene influencia tras bambalinas. En 2014 impulsó el acercamiento diplomático con Barack Obama.

El gobierno cubano insiste en que los aviones violaron su espacio aéreo y que Estados Unidos no tomó medidas para evitarlo, pese a advertencias previas. El caso aviva la tensión entre ambos países en medio del embargo y la crisis económica en la isla.

Duplo terremoto sacode Venezuela: mais de 900 mortos

Centenas de mortos e milhares de feridos após dois terremotos consecutivos na costa norte da Venezuela.

Duplo terremoto devastador

Um terremoto duplo incomum atingiu a Venezuela na quarta-feira, com magnitudes de 7,2 e 7,5 com apenas 39 segundos de intervalo. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os sismos ocorreram ao longo da falha de San Sebastián, na costa norte do país. O primeiro terremoto localizou-se perto de Morón, cerca de 170 quilómetros a oeste de Caracas, enquanto o segundo, o mais intenso, teve epicentro 16 quilómetros a sudoeste daquela cidade.

As autoridades relataram pelo menos 920 mortes e mais de 3.360 feridos, embora se tema que o número aumente. A região mais afetada é La Guaira, ao norte de Caracas, onde dezenas de edifícios desabaram. A presidente responsável, Delcy Rodríguez, declarou a área um desastre e enviou equipes de resgate. Milhares de famílias passaram a noite em parques, rodovias e espaços abertos. O principal aeroporto de Caracas foi fechado devido a danos, o metrô suspendeu o serviço e o fornecimento de gás e eletricidade foi cortado em algumas áreas.

Ajuda internacional

A comunidade internacional respondeu rapidamente. A Cruz Vermelha Internacional lançou um apelo de emergência de 50 milhões de francos suíços e enviou 17 toneladas de suprimentos do Panamá. Os Estados Unidos contribuíram com 150 milhões de dólares, duas equipes urbanas de busca e resgate, cães especializados e apoio logístico. A União Europeia enviou 520 soldados de oito países, activou o seu serviço de satélite Copernicus e ofereceu imagens geoespaciais.

O Reino Unido destinou 2 milhões de libras, uma equipe de resgate com 68 integrantes e drones. A China prometeu ajuda humanitária de emergência. O Brasil despachou um avião com bombeiros, purificadores de água e equipamentos médicos. A Índia enviou duas aeronaves C-17 com um hospital de campanha e 30 toneladas de suprimentos. A Itália e a Turquia também mobilizaram pessoal e equipamento de resgate.

Situação humanitária

As aulas foram suspensas e as escolas viraram abrigos. Em La Guaira, as famílias instalaram-se em campos de beisebol com lençóis e sacos plásticos. Rodríguez anunciou um fundo de reconstrução de 200 milhões de dólares para hospitais e habitação. A crise sísmica agrava a complexa situação política que o governo enfrenta, no meio de tensões internas e externas.

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Terremotos na Venezuela: cidadãos procuram pessoas desaparecidas nos escombros

Mais de 920 mortos e 51 mil desaparecidos após dois terremotos na Venezuela.

A devastação causada por dois terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 deixou pelo menos 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos na Venezuela, segundo relatórios oficiais divulgados na sexta-feira. O número de feridos ultrapassa 3.300, enquanto 243 pessoas foram resgatadas com vida.

Os cidadãos fazem a busca com as próprias mãos

Moradores de áreas como La Guaira e Catia La Mar denunciam a escassa presença de equipes de resgate governamentais. Com martelos e ferramentas elétricas, vizinhos tentam remover lajes de concreto de prédios desabados.

“Meu Deus, como vamos tirar todas as pessoas de lá?” murmurou Nazareth Jiménez, que aguarda notícias de seus irmãos e sobrinhos.

Omar Reyes caminhou entre os escombros onde estão enterrados dois de seus filhos: “Estava praticamente sozinho nesta vida”. Ele afirmou que cerca de 20 parentes morreram.

Resposta oficial e ajuda internacional

A presidente interina Delcy Rodríguez garantiu que seu governo está implementando uma resposta total nestes “horários críticos para o resgate”. Anunciou a militarização de La Guaira e a chegada de ajuda humanitária. Até sexta-feira, 861 voluntários internacionais do México, dos Estados Unidos, de El Salvador, da Suíça e da Colômbia trabalhavam no país. A ONU informou que 25 equipes de busca e resgate com 1.000 pessoas estão a caminho.

Porém, os moradores consideram o atendimento insuficiente. Em Catia La Mar foram registrados saques de bens básicos e a população improvisou abrigos em estacionamentos.

Histórias entre os escombros

Yuleidy Cadenas, 28 anos, procura seu filho, sua mãe e seu irmão em uma torre desabada em La Guaira. Sexta-feira foi o aniversário de 12 anos de seu filho.

“Fui até os escombros e disse a eles para gritarem comigo, e não, com ninguém. Só espero que eles os tirem de lá”, disse ele em meio às lágrimas.

A imprensa estatal noticiou momentos de esperança: o resgate de um jovem em Caracas e de uma menina coberta de poeira que saiu de um prédio de 10 andares. “Queremos destacar a força e o desejo de viver desta menina”, disse José Luis Núñez, chefe do grupo de resgate metropolitano.

Impacto na região

A Organização Internacional para as Migrações estima que até 6,76 milhões de pessoas poderão ser afetadas, cerca de 2 milhões só em Caracas. Loyce Pace, da Cruz Vermelha, disse: “As pessoas ainda têm medo de voltar para suas casas”.

O epicentro dos terremotos localizou-se perto de Morón, na costa caribenha, 170 quilômetros a oeste de Caracas. A superficialidade dos movimentos ampliou a destruição, explicou o geofísico Marcos Ferreira, do Serviço Geológico do Brasil.

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Venezuela aumenta número de mortos em terremotos para 589

589 mortos e 2.980 feridos após os terremotos. La Guaira será militarizada.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, atualizou esta sexta-feira o número de vítimas dos terremotos que atingiram o país. O número de mortos ascende a 589 e há 2.980 feridos, mais do que duplicando o número anterior de 235 mortes. O número deverá aumentar, já que milhares de pessoas continuam desaparecidas.

“Infelizmente, temos agora 589 mortes”, declarou Rodríguez perante autoridades militares e civis. “Iremos salvar as pessoas presas, trabalhamos incansavelmente nesta tarefa”, acrescentou.

La Guaira sob controle militar

O estado costeiro de La Guaira, ao norte de Caracas e próximo do epicentro de ambos os terremotos, será militarizado. É a área mais afetada. Pelo menos 100 edifícios, incluindo arranha-céus residenciais, desabaram na cidade de mesmo nome.

As autoridades intensificaram os esforços de resgate e estão empenhadas em recuperar as áreas devastadas. A situação continua a evoluir à medida que as avaliações progridem. A magnitude dos terramotos causou uma crise humanitária e estão a ser feitos esforços para prestar assistência às pessoas afectadas.

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