Putin minimiza crise de combustível na Rússia

Putin minimiza os ataques às refinarias enquanto os russos enfrentam racionamento de gasolina.

Putin minimiza ataques ucranianos às refinarias

Apesar da grave escassez de combustível na Rússia, o presidente Vladimir Putin minimiza os ataques ucranianos às suas refinarias. Ele os descreve como uma tentativa de desviar a atenção das derrotas de Kiev no campo de batalha. Analistas apontam que o avanço russo desacelerou nos últimos meses.

Os ataques reduziram quase um terço da capacidade de refino. A produção de gasolina caiu 17%, para 850 mil barris por dia. O racionamento foi implementado em muitas regiões e os motoristas esperam em longas filas para abastecer. A Crimeia, anexada ilegalmente em 2014, sofre a pior escassez: as vendas de gasolina a particulares têm sido periodicamente suspensas.

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Putin presidiu uma reunião no fim de semana passado para tratar do assunto. Em declarações televisivas ele reconheceu um “período difícil” e prometeu acelerar os reparos. Afirmou também que aumentará a produção de sistemas antiaéreos para repelir futuros ataques.

Ofensiva na Ucrânia e rejeição da trégua

Na quinta-feira, um enorme bombardeio russo em Kiev deixou pelo menos 30 mortos, um dos ataques mais mortíferos desde o início da invasão. A ONU contabiliza mais de 16 mil civis ucranianos mortos na guerra.

Putin rejeitou a proposta de cessar-fogo da Ucrânia. Condiciona qualquer trégua à retirada da Ucrânia de partes de Donetsk, abandonando as suas aspirações da NATO e reduzindo o seu exército. Ele também rejeitou a interrupção mútua de ataques profundos, afirmando que os russos são “muito mais poderosos e destrutivos”.

Na sexta-feira, Putin visitou o quartel-general militar na Ucrânia para receber informações sobre a captura de Kostyantynivka, que chamou de “grande importância estratégica”. A Ucrânia não confirmou a queda da cidade e informou ter repelido 24 ataques russos nas proximidades.

Duas semanas depois dos terremotos na Venezuela, a situação de emergência piora

Milhares de venezuelanos procuram atendimento médico após terremotos que deixaram mais de 3.800 mortos.

A emergência sanitária piora

Duas semanas depois dos terramotos que abalaram o norte da Venezuela, a crise humanitária intensifica-se. Milhares de vítimas recorrem a clínicas móveis e cozinhas comunitárias em busca de cuidados médicos e alimentos. A ONU apelou para angariar 300 milhões de dólares e ajudar 1,3 milhões de pessoas.

O estado de La Guaira, o mais afetado, concentra os esforços de organizações não governamentais que agora operam livremente, em contraste com anos anteriores de restrições oficiais. O diretor de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, visitou a área e alertou para o aumento de doenças crónicas e agudas entre os sobreviventes.

“Eles não estão mais chegando com fraturas; eles estão chegando com outras necessidades de saúde de longo prazo”, disse Fletcher à Associated Press.

Médicos em Catia La Mar relatam um aumento de problemas de pele e doenças diarreicas. Também faltam medicamentos para diabetes e hipertensão. A superlotação e as más condições de água e saneamento agravam a situação.

Irma Echarri, 67 anos, foi a uma unidade móvel na esperança de reabastecer seus colírios e analgésicos. Ele também procurava alívio para uma dor no nariz que apareceu após os terremotos de 24 de junho.

“Dói bastante”, observou ele enquanto esperava sua vez.

Os terremotos deixaram 3.889 mortos, 190 edifícios desabaram e 856 estruturas foram danificadas, segundo as autoridades. Cerca de 18 mil pessoas perderam suas casas e vivem em escolas, calçadas e parques.

Zulbey Reyes, 41 anos, perdeu o emprego como babá e a casa. Ele foi a uma clínica administrada pela organização Paluz, em aliança com o Comitê Internacional de Resgate, para dores no peito. O diagnóstico revelou um nervo inflamado pelo grito do dia do terremoto.

A Organização Pan-Americana da Saúde informou que 50% dos profissionais de saúde de La Guaira foram diretamente afetados: alguns morreram, outros desapareceram ou sofreram crises familiares.

De acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, os danos causados ​​a habitações e infra-estruturas ascendem a cerca de 37 mil milhões de dólares. Até agora, os Estados Unidos forneceram a maior parte da ajuda. A resposta contrasta com a anterior perseguição às ONG durante o governo de Nicolás Maduro.

Fletcher concluiu: “Quando há uma crise desta magnitude, as pessoas deixam a política de lado e podem concentrar-se em salvar o maior número de vidas possível”.

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O Ébola expande-se para novas áreas no Congo; Há 600 mortes

Casos suspeitos em Tshopo e Haut-Uele levantam o alerta de Ébola na República Democrática do Congo.

As autoridades da República Democrática do Congo alertaram esta quinta-feira que o surto de Ébola pode ter atingido novas regiões. Os casos suspeitos foram detectados nas províncias de Tshopo e Haut-Uele. O número de mortos sobe para 600, enquanto as infecções confirmadas totalizam 1.759.

Medidas e situação atual

O Ministério da Saúde relatou dois possíveis casos na cidade de Kisangani, província de Tshopo. Uma delas está ligada à zona de Nia-Nia, em Ituri, onde o surto começou. O outro não tem ligação aparente com surtos anteriores, por isso já está sendo investigado.

O governo declarou emergência sanitária em 15 de maio, depois de o vírus ter circulado durante várias semanas sem ser detetado. O surto corresponde à variante Bundibugyo, uma estirpe rara do Ébola para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados.

Dada a gravidade da situação, os ensaios clínicos começaram na semana passada para avaliar possíveis tratamentos. Espera-se encontrar uma alternativa eficaz que contenha a propagação do vírus e reduza a mortalidade.

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Ucrânia intensifica ofensiva contra infraestrutura petrolífera russa

Kyiv atacou depósitos de combustível e dois navios no Mar de Azov.

Ucrânia atinge infraestrutura petrolífera russa

Kyiv intensificou sua ofensiva de drones contra depósitos de combustível russos nesta quinta-feira. Os impactos atingiram instalações nas regiões de Tver e Stavropol, bem como dois petroleiros no Mar de Azov. As autoridades russas relataram grandes incêndios.

A escalada ocorre um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que concederá à Ucrânia uma licença para fabricar sistemas de defesa aérea Patriot. Moscou afirmou que suas defesas aéreas derrubaram 73 drones ucranianos. Por sua vez, Kiev observou que a Rússia respondeu com 94 drones de ataque e dois mísseis balísticos contra o território ucraniano.

Resposta russa e dinâmica do confronto

Os ataques ucranianos afectam directamente a capacidade da Rússia de gerir a sua infra-estrutura energética. Imagens dos incêndios em petroleiros circularam amplamente, evidenciando o impacto da ofensiva. A resposta da Rússia foi imediata, aumentando o uso de drones e mísseis na sua contra-ofensiva.

Esta dinâmica reflecte a crescente tensão na região. Os dois países continuam a trocar golpes, o que torna a situação do confronto ainda mais complexa.

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