PT busca legalizar revenda de ingressos para a Copa do Mundo

O PT propõe legalizar e regulamentar a revenda de ingressos para a Copa do Mundo, com limite de 100% sobre o preço original.

Fim do mercado negro de ingressos?

A bancada do Partido Trabalhista no Senado acaba de lançar um movimento político com o tempo. Olhando para a Copa do Mundo de 2026, apresentaram uma iniciativa para legalizar a revenda de ingressos. Não é um capricho. É uma resposta direta ao caos que se avizinha.

Geovanna Bañuelos, senadora por Zacatecas e autora da proposta, quer reformar a Lei Federal de Defesa do Consumidor. A ideia é clara: se não se consegue vencer o mercado negro, regulamenta-o e impõe-lhe limites.

“Esta reforma é importante no âmbito de um evento tão importante como a Copa do Mundo… parece-nos essencial que possamos começar a estabelecer regras”, explicou Bañuelos.

O detalhe que muda tudo

A iniciativa tem um eixo central: impor um limite de 100% ao prêmio do preço de revenda. Nada de vender passagem de 500 pesos por 5 mil. O limite seria o dobro do valor original.

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Além disso, propõe a criação de um cadastro obrigatório para plataformas intermediárias. Obrigações claras para os vendedores, verificação de autenticidade antes da publicação e mecanismos de reembolso. Eles querem tirar os tubarões das sombras e colocá-los sob o microscópio.

Bañuelos foi enérgico ao rejeitar que isso incentivasse a revenda. Para ela, a proibição absoluta é o que alimenta o monstro.

“A proibição apenas incentiva um mercado negro, com fraudes e excessos”, disse ele.

Com o México a receber 13 jogos e mais de 800.000 espectadores entre a Cidade do México, Monterrey e Guadalajara, o cenário está montado para uma tempestade perfeita de especulações. O PT tenta, pelo menos, distribuir guarda-chuvas antes que comece a chover.

É puro teatro. Um movimento calculado para se posicionar como defensor do torcedor comum contra o turbilhão do grande espetáculo. Veremos se outras partes se envolvem neste trabalho ou preferem permanecer como espectadores.

Alerta dos EUA para segurança no México x Inglaterra na Copa do Mundo de 2026

Embaixada dos Estados Unidos emite aviso aos seus cidadãos para o jogo de domingo.

A Embaixada dos Estados Unidos no México emitiu um alerta de segurança dirigido aos seus cidadãos no país, por ocasião da partida entre México e Inglaterra, no domingo, 5 de julho, no Estádio da Cidade do México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

A representação diplomática, chefiada pelo embaixador Ronald Johnson, alertou que durante o torneio têm havido grandes aglomerações em estádios, Fan Fests e espaços públicos, o que tem causado incidentes nas recentes celebrações na capital.

Recomendações da Embaixada

Na sua mensagem, a embaixada recomendou precauções extremas em eventos de massa. Ele ressaltou que as aglomerações para assistir a jogos e comemorações têm causado ferimentos e até mortes, por isso pediu para ficar atento ao meio ambiente e evitar situações de risco.

O alerta também incluiu alertas sobre possíveis mobilizações e manifestações durante o evento. Ele indicou que a participação em atividades políticas poderia levar a prisões de imigração ou sanções sob a lei mexicana.

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Em junho, México atinge o menor número de homicídios desde 2007

Junho fechou com média diária de 40 homicídios, o menor registro em 19 anos.

Durante o mês de junho, o México registrou uma média de 40 homicídios intencionais por dia, o valor mensal mais baixo desde 2007, segundo dados preliminares do governo federal. Embora no início e no final do mês houvesse dias com mais de 50 casos, a tendência geral foi decrescente face ao mesmo período de 2025.

O impacto da Copa do Mundo

O declínio coincidiu com o início da Copa do Mundo de Futebol de 2026. No dia da inauguração no México, apenas 30 homicídios foram registrados. Ao longo do mês, os números oscilaram, mas permaneceram abaixo da média histórica.

Entidades com maior incidência

Guanajuato liderou a lista de homicídios com 124 vítimas. Em contrapartida, os estados anfitriões da Copa do Mundo relataram reduções: Nuevo León somou 30, Jalisco 51 e Cidade do México 59, todos abaixo dos números de junho de 2025.

Estratégia e desafios

As autoridades federais atribuem a redução à estratégia de segurança da presidente Claudia Sheinbaum, que inclui ações coordenadas contra o crime organizado e maior presença policial. Contudo, organizações civis apontam que persistem problemas no registro de outros crimes, como desaparecimentos e feminicídios.

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México: 178 jornalistas assassinados em 26 anos, a maioria em Veracruz

178 jornalistas privados de suas vidas desde 2000. Veracruz está no topo da lista.

Violência contra a imprensa no México

Desde 2000, 178 jornalistas e comunicadores foram privados de suas vidas no México, segundo dados da organização Artigo 19. O caso mais recente é o de Roxana Berenice Guzmán Ramírez, encontrada morta mais de um mês após seu desaparecimento em Veracruz.

Veracruz é a entidade mais violenta para a imprensa com 34 vítimas mortais, seguida por Guerrero com 19. Chihuahua, Oaxaca e Tamaulipas registam 15 cada. Do total, 165 eram homens e 13 mulheres.

O mandato de seis anos mais letal foi o de Felipe Calderón (2006-2012) com 48 homicídios. Seguem-se os governos de Enrique Peña Nieto e Andrés Manuel López Obrador, com 47 cada. Em contrapartida, sete estados não reportaram vítimas mortais no mesmo período: Aguascalientes, Campeche, Colima, Hidalgo, Querétaro, Tlaxcala e Yucatán.

O Artigo 19 apela às autoridades para que garantam a justiça e reforcem os mecanismos de protecção. A impunidade continua a ser um factor-chave que agrava a violência contra a imprensa no México.

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