Poder ofensivo contra muralha defensiva
As semifinais da Liga dos Campeões que começam esta semana têm um sabor especial. Não apenas pelos nomes, mas pelo que representam. É como assistir a dois filmes diferentes no mesmo cinema.
PSG x Bayern é o jogo que muitos queriam ver como final. Duas equipes que jogam no ataque, com qualidade técnica que te mantém acordado. Ambos têm 38 gols no torneio. Eles são os artilheiros. E já se encontraram na final de 2020, quando o Bayern levantou o ouro em Lisboa.
Mas tenha cuidado, isso não é uma repetição. O PSG de Luis Enrique está contratado desde janeiro, quando contratou o Kvaratskhelia. E embora o Bayern tenha vencido em Paris em Novembro (com dois golos de Luis Díaz antes de ser expulso), os parisienses estão sedentos de vingança.
“Foi a única vez que o Bayern avançou para a final nas últimas seis partidas nas semifinais. Todas as cinco derrotas foram contra adversários espanhóis e a única vitória foi contra um time francês.”
O outro lado da moeda
Por outro lado, Atlético x Arsenal é puro contraste. O Arsenal chega como único time invicto no torneio, com apenas cinco gols sofridos em 12 jogos. Uma defesa de aço que lembra o melhor Atlético de Simeone.
Mas este Atlético não é o mesmo de antes. Ele sofreu 26 gols em 14 jogos da Liga dos Campeões nesta temporada. Sim, você leu corretamente: mais que o dobro dos Gunners. Embora também tenha marcado 34, com Julián Álvarez como estrela (9 gols).
A história diz que o Arsenal venceu por 4-0 em Outubro, mas isso parece distante. O Atlético sabe sofrer e vencer jogos importantes: eliminou Tottenham e Barcelona com essa fórmula.
“O recorde do Arsenal como único time invicto nesta edição será posto à prova na caldeira Metropolitana.”
Atrás da bola: patrocínios polêmicos
Há um facto curioso: os quatro semifinalistas têm acordos com o Ruanda. O Arsenal foi pioneiro há oito anos com “Visit Ruanda” na manga; Depois juntaram-se Bayern, PSG e agora Atlético.
O governo congolês criticou estes patrocínios devido ao apoio ruandês aos grupos armados. Mas os clubes continuam a assinar cheques milionários.
O importante: estas semifinais são uma master class de diferentes estilos que se enfrentam para alcançar a glória máxima do futebol europeu.




