Resolução do fechamento preventivo do Zoológico La Pastora
A Agência Federal de Proteção Ambiental (Profepa) procedeu ao anunciamento formal do fechamento preventivo que mantinha fechado o Zoológico La Pastora, localizado no estado de Nuevo León. Esta determinação administrativa surge após uma exaustiva investigação centrada na suposta negligência no manejo e cuidado de diversos exemplares, com especial atenção ao caso do urso chamado “Mina”. A medida de fechamento preventivo foi originalmente implementada como um protocolo de segurança para mitigar riscos de contágio, visto que o urso foi diagnosticado com leptospirose, uma patologia zoonótica altamente transmissível que pode circular entre animais e humanos.
O apoio técnico para a reabertura do estabelecimento baseia-se na verificação, pelos fiscais federais, de um avanço significativo no cumprimento das medidas corretivas urgentes que foram ordenadas. Um elemento central desta verificação foi a revisão clínica de 493 exemplares que vivem no zoológico, dos quais, segundo o relatório oficial, nenhum apresentava problemas dermatológicos que pudessem estar associados à doença em questão. Este exame em massa constitui uma parte fundamental do protocolo para descartar a propagação do patógeno na população de animais em cativeiro.
Medidas implementadas e situação dos exemplares
O plano de ação corretiva executado pela administração do zoológico incluiu uma inspeção completa e limpeza profunda de áreas consideradas críticas para a biossegurança. Essas áreas incluíam as cozinhas onde são preparadas as dietas, os depósitos de alimentos e as próprias gaiolas e recintos dos animais. Paralelamente, foram implementados e documentados protocolos rígidos de higiene e manuseio para os funcionários, que enfatizam o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual, como luvas, botas de borracha e máscaras faciais, além da lavagem meticulosa das mãos antes e depois de manusear qualquer alimento ou resíduo orgânico.
Do ponto de vista infra-estrutural, foram realizados trabalhos de reforço de malhas e vedações perimetrais para evitar a intrusão ou fuga de animais. Da mesma forma, foram instaladas armadilhas vivas para controlar a fauna silvestre, como guaxinins, raposas e gatos, que podem atuar como vetores de doenças. Uma das exigências técnicas mais relevantes foi a verificação do desempenho dos testes PCR para detectar a presença da bactéria da leptospirose em outros indivíduos. A este respeito, a Profepa informou que o zoológico apresentou 29 resultados negativos correspondentes a espécimes que coabitavam nas proximidades do recinto de ursos “Mina”.
A investigação também detectou a existência de vários exemplares com condições de baixo peso. Após avaliação detalhada, constatou-se que esta condição estava associada principalmente à idade avançada dos animais. Foram revisados os registros clínicos de uma onça-pintada negra, um rinoceronte branco, um leão africano branco, um elefante africano e uma chimpanzé fêmea, confirmando que todos recebem tratamento veterinário contínuo para diversas condições típicas de sua fase geriátrica, o que descartaria, neste momento, negligência geral em sua dieta.
O caso mais crítico, o do urso “Mina”, culminou com a sua transferência aérea no dia 27 de setembro para as instalações da Fundação Invictus, localizada no estado de Hidalgo. Esta mudança foi realizada apesar do risco inerente à movimentação de um animal em estado delicado, com o objetivo principal de receber cuidados intensivos e especializados que não poderiam ser prestados no seu local de origem. Este episódio sublinha a gravidade inicial da situação e constitui o cerne das ações judiciais que permanecem abertas.
É fundamental destacar que, embora o encerramento tenha sido suspenso, a Profepa foi enfática ao ressaltar que o procedimento administrativo não foi concluído. A agência federal anunciou que continuará com o processo legal para impor as correspondentes sanções econômicas ou administrativas especificamente para o caso do urso “Mina”. Além disso, será mantido um programa contínuo de monitoramento e revisão no Zoológico La Pastora para garantir que todos os animais desfrutem de ótimas condições de bem-estar e que as medidas corretivas sejam sustentadas ao longo do tempo, garantindo assim a saúde da coleção de fauna e a segurança dos visitantes e trabalhadores.
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