Prêmio reconhece pesquisas sobre variante genética do Alzheimer no México

Reportagem premiada revela o impacto de uma variante genética única que concentra casos de demência precoce em uma região do México, destacando o rigor do jornalismo especializado.

Uma reportagem sobre a Mutação de Jalisco ganha Prêmio Nacional de Jornalismo Científico

A oitava edição do Fórum Hispano-Americano de Jornalismo Científico foi concluída com a entrega do Prêmio Nacional de Jornalismo Científico 2025 à jornalista Claudia Solera. O seu trabalho jornalístico, publicado no jornal Milenio, centra-se numa investigação profunda: a chamada Mutação Jalisco (A431E), uma variante genética hereditária ligada ao Alzheimer de início precoce identificada na região de Los Altos, Jalisco. Solera, ao receber o prémio, sublinhou a necessidade de “dar visibilidade a uma doença que durante gerações esteve escondida, devido ao medo e ao preconceito”, destacando assim a dimensão social do seu trabalho informativo.

A pesquisa premiada detalha precisamente como o isolamento geográfico e as práticas históricas de endogamia naquela área do México preservaram esta alteração genética em descendentes de judeus sefarditas convertidos. Este contexto único permitiu aos cientistas estudar um padrão em que a doença neurodegenerativa se manifesta precocemente, antes dos 40 anos de idade, com 50% de probabilidade de transmissão à descendência de um portador. O relatório não apenas expõe a descoberta biomédica, mas também investiga suas complexas implicações comunitárias, éticas e psicológicas.

RelacionadoJosué Segura ganha prêmio pela videorreportagem Guerrero de Sangre Azul

Profundidade jornalística e rigor na cobertura científica

O artigo explora meticulosamente o trabalho de pesquisa binacional entre o México e os Estados Unidos, o delicado processo de informação à população local – onde é relatado que 8 em cada 10 pessoas fazem o teste genético, mas apenas metade quer saber o resultado – e as linhas de estudo inovadoras que buscam tratamentos, incluindo o uso de organoides cerebrais ou “minicérebros”. María Paula Rubiano, jurada do prêmio e jornalista ambiental, descreveu o trabalho vencedor como cativante, destacando sua capacidade de “tecer explicações, vidas e descobertas científicas refinadas” em uma história que combina “rigor, narrativa e significado internacional”.

O júri, formado por profissionais como Emilio Godoy, destacou que, dos 36 trabalhos inscritos na chamada, cerca de 70% abordavam questões ambientais, o que mostra uma tendência e uma “tarefa coletiva pela frente” no jornalismo científico regional. Godoy também enfatizou nesta edição a escassez de projetos colaborativos, aspecto considerado crucial para o avanço do jornalismo científico.

O fórum como incubadora de narrativas e ferramentas especializadas

O evento, organizado pela Rede Mexicana de Jornalistas Científicos (Red-MPC) e realizado de 27 a 29 de novembro no Centro Cultural da Espanha, no México, foi orientado para a criação de “histórias além do laboratório”. Sua programação incluiu sete oficinas especializadas destinadas a fornecer ferramentas práticas aos comunicadores. No campo narrativo, foram ministradas sessões como “Cobrindo a ciência no campo“, “Territórios diversos = narrativas diversas” —focadas em abordar as realidades dos povos indígenas— e “Como comunicar riscos“, para melhorar a cobertura de conceitos estatísticos.

Ao mesmo tempo, foram ministrados cursos técnicos sobre o uso de plataformas como EurekAlert! e o Science Press Package para acessar pesquisas embargadas; técnicas de produção sonora em “Sounds of Science“; e formatos audiovisuais concisos em “Science in 55″. Um projeto notável, apoiado pela Schmidt Science Communication Catalyst Grant, busca desenvolver uma caixa de ferramentas acessível para qualquer pessoa interessada em cobrir tópicos científicos na América Latina.

Nely Toche, presidente da Red-MPC, enfatizou que “para que o jornalismo científico seja de excelência, deve partir do ponto de vista formativo”, enfatizando a importância da mentoria para as novas gerações. Agradeceu a extensa rede de colaboradores e aliados que tornaram o fórum possível, incluindo instituições académicas, meios de comunicação e organizações da sociedade civil. O prémio, que incluiu o reconhecimento e um estímulo financeiro de 20 mil pesos, serviu como culminar de um encontro dedicado ao fortalecimento do rigor, da ética e da criatividade na divulgação da ciência.

Você está interessado no futuro do jornalismo científico e em histórias que mudam paradigmas?Compartilhe este artigo em suas redes sociais para tornar visível a importância de uma cobertura rigorosa e explore mais conteúdos relacionados aos avanços da neurociência e da comunicação científica em nossa plataforma.

Olivia Rodrigo junta-se ao Fortnite Festival com nova colaboração

Olivia Rodrigo chega ao Fortnite com looks e emotes inspirados em seus álbuns.

A cantora Olivia Rodrigo desembarca em Fortnite

A plataforma Epic Games incorpora a estética Y2K e grunge de Olivia Rodrigo. A colaboração inclui looks, gestos e músicas do artista americano dentro do Festival Fortnite.

O anúncio foi feito esta quinta-feira através das redes sociais. O três vezes vencedor do Grammy compartilhou a notícia junto com as contas oficiais do jogo.

Detalhes da colaboração

Duas roupas principais estão disponíveis:

  • Olivia Rodrigo SOUR: inspirada na roupa de líder de torcida do vídeo “good 4 you”. Inclui uma versão de minifigura LEGO.
  • Olivia Rodrigo Lover Girl: baseado em sua nova fase musical com o álbum “You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love”, lançado em 12 de junho. Também inclui minifigura LEGO.

Os gestos temáticos refletem as diferentes épocas da cantora. “good 4 u” incorpora espelho quebrado e efeitos de chama. “vermes para cérebros” usa corações e pó de fada.

Artigos adicionais

  • Mochila Olivia Butterfly Wings.
  • Coleção de mochila retrô com adesivos em chamas.
  • Três faixas de improvisação: “drop dead”, “maggots for brains” e “deja vu”.

A colaboração busca unir moda digital, música moderna e novas experiências dentro do Festival Fortnite.

Continuar lendo

IA vira treinadora de namoro, mas divide opiniões

Os usuários recorrem aos chatbots para iniciar conversas românticas, mas persistem dúvidas sobre a autenticidade.

O papel da IA no romance moderno

Marie Lansley chegou recentemente a São Francisco e, enquanto procurava um parceiro, decidiu experimentar a inteligência artificial. “Já tentei de tudo”, diz a engenheira de 36 anos, que consulta chatbots como ChatGPT e Claude para ajudá-la a iniciar conversas em aplicativos de namoro. “Estou aberta para que a IA encontre o amor da minha vida, mas não estou totalmente convencida”, diz ela. “A química sempre será analógica.”

Cada vez mais pessoas estão usando chatbots para redigir mensagens ou interpretar respostas. A treinadora de namoro Carey Gaynes o compara a Cyrano de Bergerac: “Você está usando uma voz que não é a sua.” Ele se preocupa com a dependência excessiva, embora reconheça que pode ser útil.

Mason Naung, um estudante de 25 anos de Los Angeles, só recorre à IA para quebrar o gelo inicial. “Se as mensagens forem mais longe, seria um pequeno sinal de alerta”, diz ele. A empresária de San Diego, Dani Cohen, prefere uma mensagem de despedida escrita por IA a ser fantasma. “Qualquer coisa que faça com que as pessoas se comuniquem de maneira amigável é ótimo”, diz ele.

Outras vozes são mais críticas. Clara Sullivan, uma estudante de 22 anos, não responderia a um perfil que usa IA. “É assustador como as pessoas são dependentes. Isso tirou a capacidade de pensar criativamente”, diz ele. Uma pesquisa do Pew Research Center revela que 53% dos adultos norte-americanos acreditam que a IA irá piorar a criatividade, e metade pensa que irá afectar relacionamentos significativos.

Os aplicativos de namoro já integram IA. O Tinder tem Química, o Hinge usa lançadores de IA e o Bumble planeja eliminar o deslizamento para priorizar a correspondência automatizada. Seu CEO, Whitney Wolfe Herd, diz que a tecnologia “deveria fazer o amor parecer mais humano, e não menos”.

Mohammed Nizami, 23 anos, não usa IA para namoro. “Todos desejamos uma conexão autêntica. Se houver um filtro, não é uma boa maneira de começar”, diz ele. Jake Clay, criador de conteúdo em Nova York, chama a situação de “ciclo vicioso” que contorna os processos sagrados da vida. “É triste delegar algo tão fundamental a uma IA que não entende as emoções”, lamenta.

Apesar das reservas, a fusão entre IA e namoro parece inevitável. A eficiência ganha terreno, mas a autenticidade continua a ser o desafio.

Continuar lendo

NASA leva bola da Copa do Mundo de 2026 ao espaço e joga na ISS

A NASA enviou ao espaço uma bola oficial da Copa do Mundo de 2026 e abriu uma exposição em Houston.

Bola da Copa do Mundo chega à Estação Espacial Internacional

A febre da Copa do Mundo de 2026 permeava o ambiente. A NASA enviou uma bola oficial da Copa do Mundo para a Estação Espacial Internacional (ISS). Num vídeo partilhado nas redes sociais, quatro astronautas são vistos a brincar com a bola em microgravidade. A mensagem: “Trabalhamos para inspirar a próxima geração, mostrando como a exploração espacial impulsiona a inovação na ciência do esporte”.

A agência busca divulgar como as pesquisas sobre a ISS geram avanços na ciência, na tecnologia e na saúde humana. Benefícios que chegam até ao campo de futebol.

Exposição na FIFA Fan Fest em Houston

A NASA montou uma exposição no FIFA Fan Fest em Houston, Texas. Foi inaugurado em 11 de junho, no início da Copa do Mundo, e estará disponível até 19 de julho. Os visitantes podem descobrir como a pesquisa espacial melhora a vida na Terra e aprender sobre as missões do programa Artemis.

A exposição explica como mais de 25 anos de estudos na ISS ajudaram a compreender a aerodinâmica da bola. De acordo com um comunicado do Johnson Space Center, pesquisas anteriores analisaram como a massa interna, os sensores e a textura da costura afetam a estabilidade e a rotação em condições reais de jogo.

Ciência aplicada ao esporte

Como parte do projeto, NASA e Adidas apresentam a demonstração “STEMonstration”. Eles comparam como as bolas giram com diferentes equilíbrios na microgravidade. O objetivo: mostrar que as descobertas espaciais beneficiam atletas e fãs do esporte mais popular do mundo.

Continuar lendo