Pogacar raspa o Tourmalet e recupera a camisa amarela

Pogacar domina nos Pirenéus e recupera a liderança do Tour.

Vitória dominante nos Pirenéus

Tadej Pogacar demonstrou mais uma vez a sua superioridade. O esloveno escapou sozinho no Col du Tourmalet durante a sexta etapa do Tour de France e cruzou a linha de chegada 2 minutos e 38 segundos à frente de Jonas Vingegaard. Foi assim que ele recuperou a camisa amarela.

“Eu diria que esta está entre as cinco primeiras vitórias do Tour de France”, afirmou Pogacar. “É uma vitória incrível e, sem dúvida, uma das mais doces. Não estava calculando segundos ou minutos; só queria ir com tudo até a linha de chegada.”

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O mexicano Isaac del Toro, companheiro de equipe de Pogacar nos Emirados Árabes Unidos-XRG, terminou em terceiro, aos 2h57. Remco Evenepoel e Paul Seixas completaram os cinco primeiros. No geral, Vingegaard está em segundo lugar com 2:42, enquanto del Toro está em terceiro.

O dia começou com calor intenso e diversas tentativas de fuga. As equipes Pogacar e Vingegaard estabeleceram ritmo acelerado antes das subidas decisivas. O percurso incluiu duas subidas míticas: o Col d’Aspin e o Tourmalet, este último da categoria HC (Hors Catégorie), o mais difícil.

Após passar por Aspin, Ben O’Connor assumiu a liderança, mas foi neutralizado nos quilômetros finais. Depois, a 4,5 quilómetros do topo do Tourmalet, del Toro acelerou com Pogacar nas rodas. O líder da etapa anterior, Torstein Træen, caiu e depois sofreu uma queda na descida, embora tenha conseguido continuar após ser avaliado.

Pogacar atacou sozinho e coroou primeiro. Vingegaard tentou diminuir a diferença na descida, mas Pogacar foi mais rápido. Quando chegaram à subida final em direção a Gavarnie-Gedre, a vantagem era superior a um minuto. Ele não olhou para trás.

“Acordei às 7 da manhã e minha mente estava disparada. Estava muito animado por hoje. Sabia que seria um bom dia”, disse Pogacar. Com esta vitória, dá um passo firme rumo ao quinto título do Tour, igualando Eddy Merckx, Miguel Indurain, Jacques Anquetil e Bernard Hinault.

Argentina e Espanha vão disputar a final da Copa do Mundo de 2026

Argentina e Espanha definirão o campeão da Copa do Mundo de 2026 no MetLife Stadium.

A Seleção Argentina selou sua vaga na final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Inglaterra por 2 a 1 no estádio de Atlanta. A rival será a Espanha, que eliminou a França na outra semifinal. A partida decisiva será disputada no domingo, 19 de julho, às 13h. (horário do México Central) no MetLife Stadium em Nova York.

Caminho para a final

A Argentina busca o bicampeonato, algo que uma seleção não consegue desde o Brasil em 1958 e 1962. Liderados por Lionel Messi e Lionel Scaloni, os albicelestes deixaram para trás Cabo Verde, Egito, Suécia e Inglaterra. A Espanha, liderada por Luis de la Fuente, superou Áustria, Portugal, Bélgica e França.

Para a Albiceleste será a quarta final de Copa do Mundo: além da atual e do Catar 2022, disputou o Brasil 2014, onde perdeu para a Alemanha. A Espanha, por outro lado, procura a sua segunda estrela depois do título sul-africano de 2010.

A transmissão no México será realizada por Las Estrellas, Canal 5, Azteca 7 e TUDN. O MetLife Stadium será o palco onde ambas as equipes definirão o novo campeão mundial.

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Argentina derrota a Inglaterra e inicia uma celebração nacional imparável

Milhões de argentinos comemoraram nas ruas a passagem à final após vencer a Inglaterra.

Euforia em Buenos Aires

Dezenas de milhares de torcedores inundaram o centro de Buenos Aires após a vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, que classificou a seleção para a final da Copa do Mundo. Os gritos contra o rival histórico ecoaram no Obelisco.

“E você vê, e você vê, quem não pula é inglês”, eles cantavam incessantemente.

A vitória evocou a memória do México 1986, quando Diego Maradona marcou dois gols lendários contra o mesmo rival, quatro anos após a guerra das Malvinas. Para muitos, o jogo simboliza mais que o esporte.

“Para Malvinas, para Diego, para o último de Leo”, foi ouvido entre a multidão.

As pessoas choraram, cantaram e se abraçaram na chuva de inverno. Os jovens subiram em postes de luz com bandeiras azuis claras e brancas. A atriz Rosana Beto Cruz, freira de 48 anos, comemorou entre desconhecidos: “A seleção conseguiu isso. Uma Copa do Mundo faz isso acontecer”.

A partida foi decidida nos descontos com gol de Lautaro Martínez, após empate de Enzo Fernández. A Argentina, atual campeã, enfrenta a Espanha no domingo.

Política e sentimentos contraditórios

O presidente Javier Milei declarou que viveu a vitória com “imensa alegria” e que sempre confiou na recuperação. Ele ofereceu a Casa Rosada para comemorar caso o time conquiste o título. No entanto, pediu para não misturar as coisas: “As Malvinas se recuperam com uma diplomacia sábia, não com patriotismo barato”.

Horas antes, a vice-presidente Victoria Villarruel havia escrito nas redes sociais que a Argentina jogava “contra os piratas usurpadores”, alimentando a polêmica. Após a partida, jogadores como Giovani Lo Celso exibiram uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas”, o que poderia levar a sanções da FIFA.

Para muitos torcedores, a vitória teve um sabor especial pela rivalidade histórica. Yanina Quinteros, 40 anos, comemorou com a filha: “Isso é mais emocionante por causa da rivalidade com a Inglaterra”. María Bertero, também de 40 anos, relembrou a guerra: “Meu coração ainda dói por todos aqueles meninos que foram enviados para morrer”.

A figura de Lionel Messi, 39 anos, voltou a brilhar. Matías Adorno, com a camisola de capitão, expressou: “Ver o Messi jogar assim, na sua idade, deixa-me sem palavras”.

As celebrações proporcionaram uma trégua colectiva no meio da crise económica e da polarização política. “Hoje estamos todos juntos”, resumiu Quinteros.

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Sergio Agüero alerta Gilberto Mora sobre distrações

Kun Agüero aconselha a juventude mexicana a não se deixar levar por elogios ou críticas.

O conselho de uma lenda

Gilberto Mora se tornou a grande esperança do futebol mexicano. Suas atuações na Copa do Mundo de 2026 o colocaram no radar dos clubes europeus e no centro dos elogios. Porém, o argentino Sergio “Kun” Agüero lhe enviou um aviso claro: não perder o foco.

Em entrevista à ESPN Digital, o ex-atacante do Manchester City recomendou que o jovem de 17 anos se isolasse do ruído externo. “Que ele continue da mesma forma e que nada em seu ambiente o distraia de seu objetivo. Aos 17 anos não é fácil estrear e estar na seleção. Ele deve contar com sua família e não ouvir bobagens do seu entorno, nem que eles o bajulem tanto”, disse Agüero.

O ex-jogador do Barcelona insistiu que a qualidade técnica não basta. “Ele tem que se concentrar, se cercar de gente boa, ser respeitoso e disciplinado. É assim que vão querer ele em qualquer grande time. Ele é muito jovem, tem uma longa carreira pela frente. Ter 17 anos na seleção mexicana é algo muito importante”, acrescentou.

O desafio da perseverança

Para Agüero, o desafio mais complexo das camadas jovens do Xolos será manter a consistência demonstrada até agora. Esse fator será fundamental na sua passagem para o futebol europeu, onde as exigências são maiores.

Mora conquistou o entusiasmo dos fãs, mas Kun lembra que o caminho está apenas começando. Disciplina e meio ambiente serão os pilares para que a promessa se torne realidade.

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