O Mexican Mix dispara e vence o WTI
O barril nacional tocou os 100,01 dólares esta sexta-feira. É a primeira vez que ultrapassa essa marca desde julho de 2022, meses depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia. E pelo segundo dia consecutivo, nosso mix de exportações superou o petróleo bruto dos EUA, West Texas Intermediate (WTI), que fechou em US$ 99,64.
A razão? Olhe em direção ao Golfo Pérsico. O conflito entre Israel e o Irão intensificou-se com bombardeamentos de instalações nucleares e siderúrgicas. A resposta iraniana incluiu ataques em toda a área.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou o prazo dado ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz.
Aí está a chave. 20% do petróleo bruto e derivados consumidos no mundo passam por esse estreito. Enquanto a ameaça de encerramento ou de ataques às infra-estruturas energéticas continuar em vigor, os preços continuarão sensíveis. O barril de Brent, referência na Europa, já disparou para 105,32 dólares.
Uma recuperação histórica para a Pemex
Os números do Banco do México não mentem. Os hidrocarbonetos nacionais acumularam uma recuperação de 86,5% até agora este ano. Isso representa US$ 46,39 a mais por cada barril que exportamos.
A memória é curta, mas os gráficos não. A última vez que vimos estes níveis foi logo após a eclosão do conflito na Ucrânia. A geopolítica, mais uma vez, dita a fatura energética global. E hoje, pela primeira vez, o petróleo bruto mexicano está a ser negociado acima do seu principal concorrente direto.




