Pemex e seu plano para 2035 mais riscos do que certezas para os bancos

A joia da coroa mexicana continua a acumular dívidas e os bancos, como bons samaritanos, emprestam-lhe um guarda-chuva... no meio de uma tempestade.

Pemex, o poço sem fundo (mas com muitos zeros)

Ah, Pemex. A empresa que todos amamos odiar e odiamos amar. Na semana passada, a Presidente Claudia Sheinbaum apresentou o plano estratégico 2035, que, segundo a Moody’s, é basicamente um “cada um por si” para o banco de desenvolvimento. Porque, claro, o que poderia dar errado ao emprestar mais dinheiro a uma empresa que tem um fluxo de caixa mais livre do que uma nota de monopólio?

A agência de classificação, numa explosão de obviedade digna de um Prêmio Nobel, apontou que a Pemex está sob pressão financeira (surpresa!), com liquidez mais escassa que a água no deserto e um balanço que parece um buraco negro. Mas não se preocupe, porque o governo federal decidiu colocar garantias… porque nada diz “confiança” como ter que garantir cada centavo que é emprestado à maior petroleira do país.

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As margens, entre a espada e a espada (e o barril de petróleo)

A Moody’s, no seu papel de moderna Cassandra, alertou que os bancos de desenvolvimento – incluindo o Nafin e o Bancomext – estão a aumentar a sua exposição ao crédito para níveis que fariam estremecer até o mais optimista dos economistas. A razão? Um fundo de 250 bilhões de pesos (sim, com “m” de “minha mãe”) que o Banobras vai administrar, porque alguém tem que fazer isso e, aparentemente, eles adoram viver no limite.

Como se não bastasse, a Pemex já representa 24% do capital da Nafin e 8% do Bancomext. Por outras palavras, se a petrolífera espirra, os bancos apanham uma constipação… com pneumonia. E isso sem falar que os bancos comerciais também têm seu quinhão de exposição, embora, para variar, sejam um pouco mais cautelosos (ou menos suicidas, dependendo de como você vê as coisas).

Mas não se preocupe, porque as garantias federais estão aqui para salvar o dia. Ou pelo menos para que os bancos não tenham de fazer provisões para perdas… ainda. A Moody’s, num tom que varia do resignado ao sarcástico, observou que isto “melhora a flexibilidade do crédito”. Tradução: “Continue emprestando, de qualquer maneira, se algo der errado, o governo pagará.” O que poderia dar errado?

O futuro da Pemex: milagre ou mais do mesmo?

A produção de petróleo e gás permanece abaixo dos níveis de 2024, o que nos faz pensar: o plano 2035 é uma estratégia ou um desejo com prazo de validade? A Moody’s sugere que se a Pemex não investir bem este dinheiro (ha), a tendência não irá melhorar. Vamos lá, você precisa de mais do que um milagre: você precisa de um milagre com juros compostos.

Então, queridos leitores, enquanto a Pemex continua nadando em dívidas e os bancos jogam roleta russa com garantias, só podemos nos perguntar: quem vai trazer a pipoca para ver como termina esse episódio?

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PRI pede reforço de prevenção diante de chuvas intensas

Senadores do PRI pedem reforço de alerta e preparação para forte período de chuvas.

Chamada do PRI devido a riscos de fortes chuvas

Os senadores do PRI solicitaram o fortalecimento da prevenção, monitoramento e divulgação de ações de alerta precoce para enfrentar possíveis emergências devido a fortes chuvas. O pedido surge após as falhas da Proteção Civil federal durante o furacão Otis em Acapulco, onde a população e os turistas não foram devidamente alertados.

O ponto de acordo, publicado na Diário do dia 22 de julho, baseia-se nas previsões do Serviço Meteorológico Nacional (SMN) de Conagua. Para os próximos dias é esperada a interação das monções mexicanas, canais de baixa pressão, umidade do Pacífico, Golfo do México e Mar do Caribe, além do possível desenvolvimento de sistemas ciclônicos.

Estas condições, alertam, favorecerão chuvas intensas com choques elétricos, rajadas de vento e ondas altas. O risco inclui inundações urbanas, transbordamento de rios e córregos, deslizamentos de terra em áreas montanhosas, inundações graves, queda de árvores e interrupções nas vias de comunicação.

Ações concretas solicitadas

O grupo PRI solicita que a Coordenação Nacional de Proteção Civil (CNPC), em conjunto com autoridades estaduais e municipais com previsão de chuvas fortes, reforcem a identificação de áreas vulneráveis, limpeza de canais, esgotos e sistemas de drenagem. Solicitam também a disponibilização de abrigos temporários quando necessário e a divulgação de medidas de autoproteção.

Além disso, propõem que o Ministério da Infraestrutura, Comunicações e Transportes intensifique a fiscalização e manutenção preventiva de rodovias, pontes e estradas federais suscetíveis a danos por chuvas, enchentes, deslizamentos ou deslizamentos de terra.

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Senado analisará regulamentação de escolas militarizadas após casos fatais

Senador promove revisão de normativa de 1943 após mortes de menores em escolas particulares de tipo militar.

Revisão dos regulamentos após casos fatais

Diante da morte de uma menina de 13 anos em uma escola particular militarizada, a senadora Guadalupe Chavira anunciou que o Senado revisará o Regulamento das Academias Privadas de Tipo Militar, em vigor desde 1943. O legislador qualificou a portaria como anacrônica e incompatível com a atual proteção dos direitos da criança.

Os regulamentos permitem o ensino militar desde o nível primário até ao técnico, incluindo aulas de tiro no ensino secundário e a utilização de notas que conferem autoridade a determinados alunos em detrimento de outros. Chavira destacou que estes não são casos isolados; Em 2025, outro menor de 13 anos morreu na Academia Militarizada Ollin, em Morelos, após sofrer graves abusos durante um acampamento.

“A tragédia ocorrida com Dafne, cujo sufocamento debaixo d’água está sendo investigado, deveria nos chamar à reflexão e à ação. Essas escolas não têm competência para organizar acampamentos de verão nem para autorizar práticas como o trote, que culminou na morte de uma menina de 13 anos”, declarou o senador.

O Ministério da Educação Pública (SEP) informou que a academia onde ocorreu o caso funcionava com acordo de incorporação para 2022. Após ser fechada para investigações, a escola retomou as aulas online reivindicando o direito dos alunos de continuarem a formação. A agência enfrenta pelo menos oito queixas adicionais de maus-tratos.

Chavira exigiu um novo quadro jurídico que confira ao SEP poderes regulatórios claros, uma vez que o regulamento de 1943 deixa a responsabilidade à Secretaria de Defesa Nacional. Especialistas alertam que nestas escolas privadas a disciplina é imposta através da violência e da submissão hierárquica, ao contrário das escolas oficiais onde existem áreas de direitos humanos e fiscalização da CNDH.

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Defesa se distancia da academia após morte ainda jovem

A agência citou o Regimento Interno para justificar sua posição

A Secretaria de Defesa Nacional (Sedena) se isentou de qualquer responsabilidade pela Academia Militarizada “Marina Doenitz”, em Ciudad Madero, Tamaulipas, após a morte da jovem Dafne Zapata.

Por meio de nota, o órgão afirmou que não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar instituições de ensino desse tipo.

“Informa-se que a Secretaria de Defesa Nacional não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar o funcionamento de instituições de ensino desta natureza, nos termos do Regimento Interno deste órgão, expedido pela Presidência da República através de sua publicação no Diário Oficial da Federação, em 29 de dezembro de 2008, onde foi revogada qualquer disposição administrativa que contrariasse esta ordem”, escreveu o órgão.

Acrescentou que, de acordo com este regulamento, Sedena “não tem qualquer relação com a referida academia, nem com qualquer outro estabelecimento deste tipo”.

Sem supervisão clara

O caso colocou sob escrutínio o funcionamento de escolas privadas militarizadas. Em vários estados do país eles proliferaram sem que houvesse um órgão federal que os regulasse explicitamente.

Até o momento, nenhuma autoridade estadual ou federal assumiu a responsabilidade de supervisionar essas escolas. A Promotoria de Tamaulipas investiga os acontecimentos.

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