O Instituto Nacional Eleitoral (INE) prestou juramento esta segunda-feira aos dirigentes dos novos partidos PAZ e Somos México, que obtiveram o seu registo a partir de 1 de julho. Durante a cerimónia, ambos os representantes manifestaram desacordo com decisões anteriores do órgão eleitoral.
Declarações dos líderes
Hugo Éric Flores, deputado moreno e líder do PAZ, exigiu que o Conselho Geral do INE garantisse que cada voto conta. Salientou que nas eleições anteriores houve discrepâncias na contagem das urnas, o que afetou o registo do antigo PES.
“Ainda não entendemos por que os resultados das eleições mudaram. Apenas dois centésimos separam o antigo PES do recorde anterior. Há cinco anos deveriam ter sido contadas 30 mil caixas e apenas 20 mil caixas foram contadas e nos deixaram no limite do recorde.”
Flores garantiu que o partido nunca saiu e que hoje volta para ficar: “Queremos instituições que garantam que cada voto dos mexicanos seja contado”.
Guadalupe Acosta Naranjo, líder do Somos México, reivindicou a instrução do INE para mudar o nome e a cor do partido devido a uma suposta coincidência com o Fuerza por México, que tem registro local. Afirmou que, embora sejam oposição, apresentarão propostas.
“Somos a oposição, sim, sem dúvida, mas seremos opções, propostas e soluções. Lançaremos as bases para que em 2030 recuperemos a nossa república e a nossa democracia. Mandaram-nos mudar o nosso nome, mas decidimos livremente ser. Somos o México, somos a maré rosa, somos dignos, somos livres e somos democratas para o México.”
Ambos os partidos procuram consolidar-se rumo às eleições de 2027. O registo obtido representa um passo na recomposição do mapa político nacional.




