O país para, as promessas não
Transportadores e produtores rurais disseram ‘até aqui’ ao governo. Esta segunda-feira, 6 de abril, está confirmada a greve nacional. Não houve acordos depois de diversas mesas redondas que, aparentemente, serviram mais para a foto do que para resolver alguma coisa.
A Associação Nacional de Transportadores (ANTAC) e a Frente Nacional de Resgate do Campo Mexicano (FNRCM) anunciaram bloqueios de estradas desde a primeira hora. É a sua forma de pressionar porque as palavras já não são suficientes.
O que pedem e o que não recebem
As suas queixas são clássicas: combustível a transbordar, portagens que sufocam, estradas onde a lei é uma memória e autoridades que parecem surdas. Condições que estrangulam o transporte e distribuição daquilo que comemos e utilizamos.
“O transporte é essencial para o funcionamento do país”, alertaram os representantes. Um fato óbvio que alguém em alguma mesa parece ter esquecido.
Eles pediram às pessoas que antecipassem o caos. Um gesto de cortesia que contrasta com a surdez oficial.
Enquanto isso, saiu a clássica exortação do Departamento do Interior: evite bloquear, continue falando. A mesma velha conversa quando não há nada de concreto na mesa.
Os transportadores foram claros: sem respostas reais, o protesto continua. Porque depois de tantas mesas de diálogo vazias, só falta sair para a rua.




