Reações globais às medidas tarifárias de Trump
Após o anúncio de tarifas pelo presidente Donald Trump, vários países avaliaram a implementação de contramedidas semelhantes às estabelecidas pelos Estados Unidos. Abaixo está uma análise detalhada das respostas:
Canadá: Firmeza e contramedidas
O primeiro-ministro Justin Trudeau afirmou que o Canadá combaterá as tarifas com ações proporcionais. “Agiremos de forma decisiva para proteger os nossos trabalhadores e manter a força económica”, declarou ele durante uma reunião de gabinete. Ele destacou que as taxas sobre aço, alumínio e fentanil continuam em vigor, apesar da relação comercial bilateral.
Austrália: Críticas sem retaliação
O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou as tarifas de 10% como “injustificadas”, embora tenha descartado a imposição de tarifas recíprocas. Ele enfatizou que 25% dos empregos australianos dependem do comércio, enfatizando a necessidade de diálogo.
Peru: Blindagem pelo ALC
O governo peruano indicou que o seu Acordo de Comércio Livre (TLC) com os EUA protege 98% das suas exportações. No entanto, o primeiro-ministro Gustavo Adrianzén anunciou que analisará o impacto real assim que forem conhecidos os detalhes da medida.
Brasil: Reclamação à OMC
O Brasil qualificou as tarifas de violações dos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC). Uma declaração conjunta de seus ministérios destacou que os EUA mantêm um superávit comercial de 28,6 bilhões de dólares com o país sul-americano.
Colômbia e Itália: alertas estratégicos
O presidente colombiano Gustavo Petro classificou a medida como um “erro econômico”, enquanto a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni alertou sobre o risco de enfraquecer o Ocidente em favor de outros atores globais.
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