Adeus às bolinhas de gude, olá às telas
A brincadeira tradicional da infância mexicana está perdendo a batalha. Os videogames estão consumindo o tempo de jogo, e não é qualquer coisa. A organização Educación con Rumbo acaba de lançar um alerta que deve preocupar a todos nós.
A foto do problema? Mais da metade dos meninos e meninas no México passam pelo menos duas horas por dia em frente a um console ou celular jogando. E o mais alarmante: quase 70% fazem isso completamente sozinhos, sem que um adulto os observe.
“Este fenómeno representa um risco crescente para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo de meninas, meninos e adolescentes”, alerta a organização.
Não é a tecnologia, é como a usamos
Paulina Amozurrutia, coordenadora geral de Educação da Rumbo, deixou claro: o problema não é a tecnologia em si. É a falta de uma política educacional que põe ordem neste caos digital.
Os números não mentem. Mais de 70% das pessoas com mais de seis anos de idade já estão conectadas à Internet. Entre os jovens entre 18 e 24 anos, o número ultrapassa os 90%. A infância tornou-se o principal alvo do consumo digital e ninguém estabelece regras claras.
O que está em jogo
Os riscos não são brincadeira. Ansiedade, depressão, problemas de sono, sedentarismo e obesidade são apenas a ponta do iceberg. E depois vem o mais sombrio: a exposição a crimes digitais, como o aliciamento.
A organização apela a uma política nacional de educação digital com uma abordagem abrangente. Não se trata de demonizar os videojogos, mas sim de compreender que os jogos tradicionais estão a ser substituídos por uma experiência mais digital, solitária e sem supervisão. E isso, amigos, tem consequências.




