IA se consolida como fonte de informação entre as novas gerações
Assistentes de conversação alimentados por inteligência artificial, como o ChatGPT, estão transformando os hábitos de informação dos jovens, de acordo com o Relatório Reuters 2025 sobre consumo digital. O estudo, baseado em pesquisas com 97 mil pessoas em 48 países, mostra que 15% dos menores de 25 anos usam essas ferramentas semanalmente para se manterem atualizados.
Preferências e ceticismo no cenário da informação
Entre as plataformas mais utilizadas, o ChatGPT (desenvolvido pela OpenAI) lidera o ranking, superando alternativas como Gemini do Google e Llama do Meta. Os usuários valorizam especialmente recursos como:
- Resumos de artigos automatizados (27%)
- Tradução de conteúdo (24%)
- Recomendações personalizadas (21%)
- Respostas sobre assuntos atuais (18%)
No entanto, o cepticismo generalizado persiste: 62% dos inquiridos preferem que os humanos mantenham o controlo sobre a produção de informação, preocupados com a possível falta de transparência e fiabilidade nos conteúdos gerados pelos algoritmos.
Impacto na indústria da mídia
Este fenómeno coincide com uma crise de credibilidade nos meios de comunicação tradicionais, que levou algumas organizações a estabelecer alianças com criadores de IA, enquanto outras iniciam ações legais pelo uso não autorizado dos seus conteúdos. O relatório destaca como figuras políticas como Donald Trump e Javier Milei aproveitaram esta mudança para comunicar diretamente com o seu público.
O Instituto Reuters, ligado à Universidade de Oxford, alerta para a necessidade de desenvolver quadros éticos que regulem a interação entre inteligência artificial e jornalismo, preservando a veracidade sem retardar a inovação tecnológica.
Se interessou por essas informações? Compartilhe em suas redes sociais e descubra mais análises sobre como a tecnologia está redefinindo a forma como consumimos notícias.




