Trip frustrada pela pressão americana
O regresso da líder da oposição venezuelana María Corina Machado ao seu país foi travado pela oposição do governo dos Estados Unidos, conforme revelou o The Wall Street Journal. Machado embarcou em um jato particular em 26 de junho vindo da Virgínia com destino a Curaçao, mas a companhia aérea recebeu ordem de retornar a Washington enquanto a aeronave sobrevoava a Carolina do Norte.
Fontes citadas pelo jornal indicaram que a administração de Donald Trump alertou que um regresso antecipado colocaria em risco o apoio dos EUA, argumentando que a sua eventual detenção desencadearia uma crise na política externa em relação a Caracas.
Trump telefonou para a presidente responsável pela Venezuela, Delcy Rodríguez, para lhe pedir que não interferisse na segurança da oposição. No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio insistiu que “não era o momento certo” para a viagem.
Preso no Panamá e acusações
O New York Times acrescentou que a Casa Branca disse a Machado que ele estava “por conta própria” depois de ignorar as recomendações de espera. Presa no Panamá, Machado acusou o governo Rodríguez de bloquear sua entrada no país, de onde saiu em dezembro passado. Numa entrevista televisiva, reafirmou a sua intenção de regressar e continuar a coordenar os seus planos de regresso, manifestando o seu compromisso com a luta pela democracia na Venezuela.




