A cortina se abre com fogo e bloqueios
Esta manhã, o palco nacional transformou-se num teatro do caos. Bloqueios de estradas e veículos em chamas foram registrados em pelo menos nove estados, de Jalisco a Tamaulipas. Uma resposta violenta e coordenada que pintou de fumo as estradas do país.
Tudo aponta para uma reação do Cartel Nova Geração de Jalisco (CJNG). O seu líder foi recentemente morto em Jalisco, e esta parece ser a sua resposta brutal. Não é apenas vandalismo; É uma mensagem gravada em pedra sobre quem está no comando de determinados territórios.
Um grito de alerta de Veracruz a Nayarit
No norte de Veracruz, homens armados queimaram e destruíram unidades pesadas no município de Álamo. Os cidadãos, transformados em correspondentes da sua própria tragédia, fizeram um apelo desesperado online: “Não saiam para as estradas.” Enquanto isso, as forças federais e militares mobilizavam-se para pontos críticos.
A onda atingiu Nayarit. Apesar do reforço da vigilância, veículos queimaram em Tepic e Xalisco para obstruir avenidas. O governador Miguel Ángel Navarro foi direto:
“Todas as fronteiras estaduais estão sendo protegidas… peço que não saiam de casa.”
O prefeito de Bahía de Banderas fez eco ao apelo, alertando sobre os riscos de viajar a Puerto Vallarta.
Em Zacatecas, o alerta disparou imediatamente. Rodrigo Reyes Mugüerza, secretário-geral do governo do estado, confirmou ao EL UNIVERSAL a implantação preventiva em municípios que fazem fronteira com Jalisco, como Tepetongo e Momax. A ordem era clara: reforçar a segurança e pedir às pessoas que evitassem circular por essas áreas.
Extraoficialmente, fala-se também em reforçar a segurança nos centros penitenciários. Cada movimento oficial procura conter uma reação cujo roteiro só os perpetradores conhecem.
Essa é a política que meu pai me disse para nunca esquecer: aquela que queima pneus na frente da sua casa e decide se você sai ou não para trabalhar hoje. Não é um ato distante; É o som do país queimando enquanto você toma café da manhã.




