Noel León faz história em Mônaco, mas não se compara a Checo

O nativo de Monterrey venceu o sprint da F2 e divide recorde com Pérez, mas permanece humilde.

Vitória histórica em Mônaco

Noel León se tornou o segundo mexicano a vencer no circuito de Mônaco, após vencer a corrida sprint da Fórmula 2 em 2026. O piloto da Campos Racing igualou o feito que Sergio Pérez conseguiu em 2010, quando a categoria ainda se chamava GP2.

“Obviamente, Mônaco é uma das pistas que todo piloto deseja vencer. Vencer Mônaco é sempre muito especial”, declarou Noel em entrevista ao EL UNIVERSAL Deportes.

Pérez repetiu o triunfo no Principado já na Fórmula 1 com a Red Bull, consolidando o seu legado. O nome de León já está inscrito na história do automobilismo nacional, mas o Monterrey evita qualquer comparação direta.

RelacionadoNoel León vence em Mônaco e faz história na F2

Sem comparações com o tcheco

Apesar de compartilhar esse disco, Noel deixa claro que seu caminho está apenas começando.

“Ser igual ao ‘Checo’… A verdade é que não sou igual. Ele é ótimo e conquistou muito mais coisas do que eu. Obviamente, no processo, fiz coisas parecidas, ganhei vários campeonatos, consegui vencer uma corrida em Mônaco, mas – no final das contas – ele já conseguiu estar na Fórmula 1 e ficar por muitos anos. Realmente, não posso me comparar a ele. Estou no processo”, disse o Campos Racing meio-campista.

As palavras de Jimmy Morales, diretor geral da Escudería Telmex, apontaram Noel como um forte candidato para substituir Pérez no futuro. O jovem piloto recebe esse apoio com motivação.

“Ter vindo do grande Jimmy é sempre muito bom”, concluiu Noel.

León continua seu processo na F2, enquanto sua vitória em Mônaco já faz parte de um seleto grupo de pilotos mexicanos que conquistaram essa etapa.

Sabalenka e Sinner lideram sorteios do US Open

O número um do mundo busca o tricampeonato em Flushing Meadows.

Sabalenka e Sinner lideram o US Open 2025

A bicampeã Aryna Sabalenka e o vencedor de Wimbledon, Jannik Sinner, são os protagonistas do sorteio do Aberto dos Estados Unidos, que começa no próximo mês.

A Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) divulgou as listas de inscritos diretos na terça-feira, com base na classificação de 20 de julho. O corte foi o número 102 no ramo feminino e 101 no ramo masculino.

Sabalenka, número um do mundo, chega a Flushing Meadows com a oportunidade de ser a primeira mulher a conquistar três títulos consecutivos do Aberto dos Estados Unidos desde Serena Williams (2012-2014).

Por sua vez, Sinner tentará recuperar o título que perdeu no ano passado para Carlos Alcaraz. O italiano, também líder do ranking, acaba de conquistar seu quinto Grand Slam ao vencer Alexander Zverev na final de Wimbledon.

Alcaraz, que perdeu os dois últimos grandes torneios devido a uma lesão no pulso, espera retornar durante a turnê em quadra dura na América do Norte. Atualmente classificado em terceiro lugar, ele aparece no gráfico.

Os Estados Unidos dominam a lista com 14 homens e 14 mulheres qualificados diretamente. A última mulher a entrar foi Anastasia Zakharova (102ª colocada), e o último homem, Filip Misolic, que utilizou uma classificação especial ou protegida no número 101.

Misolic é um dos oito jogadores – cinco mulheres e três homens – que recorreram a essa opção.

O restante dos 128 ingressos será preenchido com curingas da USTA e o torneio de qualificação, uma semana antes do início do sorteio principal, no domingo, 30 de agosto.

Espera-se que Serena Williams receba um convite se estiver saudável e planeja jogar. A tenista de 44 anos, que voltou às competições, machucou o joelho na derrota no primeiro turno em Wimbledon.

Continuar lendo

Guillermo Ochoa anuncia sua aposentadoria do futebol profissional

O histórico goleiro mexicano pendura as luvas após 21 anos de carreira e seis Copas do Mundo.

A despedida de uma lenda

Guillermo Ochoa, goleiro histórico da Seleção Mexicana, anunciou nesta terça-feira, 21 de julho, sua aposentadoria do futebol profissional. Ele fez isso depois de ter participado da Copa do Mundo Norte-Americana de 2026, seu sexto torneio da Copa do Mundo. Com quase 21 anos de carreira, o jovem do América fecha um ciclo que o tornou um símbolo do futebol nacional.

“Nunca imaginei até onde um sonho poderia me levar. Hoje só posso olhar para trás com orgulho e dizer: OBRIGADO. Obrigado à minha família. Obrigado aos meus companheiros. Obrigado a cada torcedor que esteve presente em todas as etapas do caminho”, escreveu em suas redes sociais.

Ochoa também agradeceu o apoio da torcida tricolor: “Levo comigo o amor de milhões e a tranquilidade de ter dado tudo pelo México.

Momentos indeléveis

Participou de seis Copas do Mundo (Alemanha 2006, África do Sul 2010, Brasil 2014, Rússia 2018, Catar 2022 e América do Norte 2026), mas disputou quatro. No Brasil 2014, sua estreia como titular, ele defendeu uma cabeçada de Neymar que parecia um gol certeiro. No Catar 2022, ele defendeu pênalti contra Robert Lewandowski, mantendo o placar zerado.

Seu último jogo foi na América do Norte em 2026. Javier Aguirre o convocou como terceiro goleiro, mas deu-lhe 18 minutos contra a República Tcheca, na fase de grupos. Entrou com o placar de 0 a 2 a favor do México, no lugar de Raúl Rangel. Ninguém sabia então que seria sua despedida.

Ochoa sai em paz, com o reconhecimento de um torcedor que o viu crescer das categorias de base do América para brilhar no futebol mundial. Seu legado permanece gravado na história do esporte mexicano.

Continuar lendo

Guillermo Ochoa pendura as luvas: adeus a uma lenda do futebol

Guillermo Ochoa anuncia sua aposentadoria após 20 anos de carreira e sendo o mexicano com mais Copas do Mundo.

A despedida de um ícone

Guillermo Ochoa, goleiro mexicano que disputou seis Copas do Mundo, anunciou sua aposentadoria do futebol profissional. Aos 41 anos, o goleiro que é símbolo do Tricolor e multicampeão com o América, compartilhou a novidade em suas redes sociais.

“Dei tudo, deixei tudo… Nas minhas equipes e na minha seleção. E hoje entrego as luvas”, escreveu.

Sua carreira durou mais de duas décadas. Desde o início no Coapa até brilhar na Europa com Ajaccio, Málaga, Standard de Lieja e Salernitana. No México, defendeu o América em duas etapas e conquistou títulos da Liga, Copa e Concachampions.

Um legado indelével

Ochoa foi titular em cinco Copas do Mundo consecutivas (2006, 2010, 2014, 2018, 2022) e entrou como reserva em 2002, sem jogar. Sua atuação contra o Brasil em 2014 e suas defesas contra a Holanda em 2014 fazem parte da memória coletiva.

Além disso, conquistou a medalha de bronze em Tóquio 2020 pela seleção mexicana sub-23.

“A minha selecção ensinou-me a verdadeira dimensão desta responsabilidade. E talvez por isso o destino quis que tudo terminasse onde começou: o Estádio Azteca”, disse.

Sua despedida fecha um capítulo para o futebol mexicano. Deixa um registo de jogos pela Seleção Nacional (150+) e um exemplo de profissionalismo.

“A quem vier depois, confie: o arco não pede perfeição, pede orgulho”, concluiu Ochoa.

Continuar lendo