Noboa apresenta nova consulta após rejeição do Tribunal Constitucional

O Executivo insiste com sua agenda após o primeiro revés judicial. A luta pelo poder continua com novas propostas.

O remix presidencial: Noboa relança sua consulta como se fosse um DLC

Parece que o Presidente Daniel Noboa considerou a rejeição do Tribunal Constitucional ao seu primeiro conjunto de perguntas como uma simples “primeira tentativa falhada” de um videojogo. Porque nesta terça-feira o governo equatoriano fez o que qualquer millennial faria quando se deparasse com um “fim de jogo”: inseriu outra moeda e apertou “iniciar” novamente, apresentando sete novas questões para sua tão esperada consulta popular. A decisão é clara: ele quer que este plebiscito aconteça no final do ano, porque que melhor maneira de encerrar 2025 do que com um pouco de drama constitucional?

Na semana passada, o Tribunal disse “segure a cerveja” em quatro das oito questões originais, lançando uma mudança de realidade jurídica no partido. O mais polêmico, aquele que buscava submeter os juízes a julgamentos políticos, foi descartado porque se considerou que, surpresa, comprometia a independência judicial e quebrava o sistema de freios e contrapesos. Basicamente, eles disseram a ele que você não pode mudar as regras do jogo só porque não está indo bem.

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A vingança será twittada: as novas propostas

Mas Noboa não desiste tão facilmente. Num movimento que cheira a “tudo bem, eu mesmo faço”, o presidente tem insistido na sua luta com o Tribunal Constitucional. Uma das novas questões busca, com toda a sutileza de um meme, limitar o poder do tribunal superior. A proposta é que para declarar a inconstitucionalidade de uma lei, seis dos nove juízes precisariam agora concordar. É como querer mudar as regras do futebol para que o gol só conte se sete jogadores marcarem. Estratégia pura, claro, para impedir as iniciativas que, segundo ele, são cruciais para o combate à violência que assola o país.

E por falar em iniciativas controversas, o Tribunal também disse “não” à questão da castração química para estupradores de crianças. Diante disso, o governo optou pelo plano B: propor a criação de um registro público de pessoas condenadas por crimes sexuais contra menores. Algo como uma lista da vergonha, mas com validade jurídica. Não é a solução radical que alguns esperavam, mas é o que está no cardápio das opções politicamente corretas.

Outra que voltou à discussão, como aquele artista que todos pensávamos desaparecido, é a proposta de autorizar cassinos em hotéis cinco estrelas. O Tribunal rejeitou-o anteriormente por falta de clareza, mas aparentemente a equipe de Noboa deu uma olhada no corretor ortográfico e o relançou. Porque nada diz “estamos resolvendo os problemas do país” como permitir que as pessoas percam seus contracheques em caça-níqueis de luxo.

E aí vem a piscadela mais passivo-agressiva de todas: uma questão que busca proibir o uso do nome ou da imagem em campanhas políticas de qualquer pessoa condenada por crimes contra a administração pública. Para quem essa joia poderia ser direcionada? Bem, só para citar um, o ex-presidente Rafael Correa e sua comitiva de ex-funcionários condenados por corrupção. É como bloquear o seu ex em todas as redes sociais, mas a nível constitucional. O nível de mesquinhez é admirável.

Para completar, o presidente também incluiu propostas de reformas constitucionais para acelerar o julgamento de crimes como extorsão e aqueles ligados ao crime organizado. Porque se há uma coisa que o Equador precisa é de menos burocracia e mais eficiência, especialmente quando se trata de colocar bandidos atrás das grades.

O que passou na primeira versão (literalmente)

Nem tudo foi rejeição no primeiro turno. O Tribunal deu luz verde a algumas questões, como a implementação do trabalho horário no sector do turismo (porque nada combate a criminalidade como a flexibilidade laboral) e a redução do número de membros da assembleia, que actualmente são 151. Também já tinha validado anteriormente questões como permitir a presença de bases estrangeiras no país – algo proibido desde 2008 – e a eliminação de subsídios a bases políticas festas. Este último já foi aprovado pela Assembleia e deverá ser ratificado em referendo. Basicamente, o cardápio da renovação é tão variado quanto a playlist de um DJ em um casamento.

A mensagem subjacente é clara: Noboa está determinado a deixar sua marca e, se tiver que superar obstáculos legais com a persistência de um influenciador que tenta tornar um TikTok viral, ele o fará. A consulta popular está a emergir como o próximo grande reality show político no Equador. E nós, espectadores, só nos resta esperar com a pipoca na mão para ver o que acontece no próximo episódio.

Você está intrigado em saber como vai continuar essa briga entre o Palácio Carondelet e o Tribunal Constitucional? Compartilhe este artigo em suas redes sociais e marque quem gosta de drama político. E se você quiser ficar por dentro de mais análises sobre os memes que são gerados a partir das decisões de nossos governantes, explore mais conteúdos relacionados em nossa seção de política. Porque na era digital, até mesmo as consultas populares têm seu próprio tópico de fofoca.

Papagaio sobrevive 9 dias sob escombros na Venezuela

Um papagaio foi resgatado vivo depois de passar nove dias sob os escombros em La Guaira.

O resgate

Um papagaio foi encontrado vivo nove dias depois dos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram a Venezuela em 24 de junho. A ave foi localizada sob os escombros de um prédio em La Guaira, no departamento número 8, identificado como Opp033. Os Bombeiros do Estado de Miranda conseguiram ajudá-lo.

O vídeo do resgate se tornou viral. Ao ser retirado dos escombros, o papagaio recebeu água e os socorristas o chamaram de “Panchito”. “Meu filho, você sobreviveu”, ouve-se um dos bombeiros dizendo enquanto o pássaro bebe desesperadamente, segundo imagens compartilhadas pela equipe.

Contexto da tragédia

Os números oficiais até à data reportam mais de 2.200 mortes, 11.000 feridos e quase 50.000 desaparecidos, segundo a ONU. O papagaio foi o único sobrevivente daquele departamento, o que gerou comoção nas redes sociais.

A equipe de resgate decidiu rebatizá-lo de “Panchito” após recebê-lo do lado de fora. O caso se soma às histórias de sobrevivência que surgiram após os terremotos na região.

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Terremotos na Venezuela: crise humanitária e luta política

Os terremotos na Venezuela desencadearam crises políticas e humanitárias à medida que o mandato interino de Delcy Rodríguez expira.

Os consecutivos terremotos que abalaram a Venezuela em 24 de junho deixaram pelo menos 2.645 mortos e mais de 12.500 feridos, segundo dados oficiais. A catástrofe colocou à prova a presidente interina, Delcy Rodríguez, cujo mandato interino termina esta sexta-feira. Enquanto defende a resposta do seu governo, a líder da oposição exilada María Corina Machado – vencedora do Prémio Nobel da Paz – procura regressar ao país para pressionar por uma transição democrática.

Resposta do governo e tensões políticas

Na sua primeira conferência de imprensa após os terramotos, Rodríguez atribuiu as críticas aos “meios de comunicação preparados em laboratórios” e afirmou que as equipas de resgate foram mobilizadas imediatamente. No entanto, os moradores relataram que durante as primeiras 48 horas não houve apoio oficial nem maquinário pesado. O governo afirma ter enviado milhares de equipes de resgate e 11 hospitais de campanha internacionais, e aprovado um fundo de reconstrução.

Machado, do Panamá, afirmou que a resposta do governo mostrava “a total ausência do Estado” e apelou à confiança em lideranças alternativas. Seu partido criou um banco de dados com 36 mil pessoas desaparecidas e mobilizou voluntários para arrecadar doações. Machado foi proibido de concorrer em 2024, quando Nicolás Maduro reivindicou vitória, embora as contagens da oposição mostrem que Edmundo González, seu candidato, venceu por mais de 2 a 1.

Os Estados Unidos apoiam Rodríguez desde a captura de Maduro em Janeiro, elogiando as suas reformas no sector petrolífero. Duas autoridades norte-americanas, falando sob condição de anonimato, disseram à Associated Press que Washington desencorajou Machado de regressar após os terramotos, temendo que ele liderasse protestos. Rodríguez fechou o tráfego aéreo comercial para Caracas, cancelando voos de ajuda humanitária.

Termo do mandato e futuro incerto

A Constituição venezuelana estabelece que as ausências temporárias do presidente podem ser cobertas pela vice-presidência por até 90 dias, prorrogáveis por mais 90. Esse período expira hoje, mas as autoridades não anunciaram o que farão. A Assembleia Nacional, controlada pelo partido de Rodríguez, pode convocar eleições antecipadas se declarar o cargo vago.

Organizações internacionais prometeram centenas de milhões de dólares em ajuda. Os Médicos Sem Fronteiras alertam que a magnitude do sofrimento ainda está a emergir. “Sabemos que ainda há corpos sob os edifícios desabados”, disse Andreas Spaett, coordenador do grupo na Venezuela. “Este é um dos grandes desastres naturais da história da humanidade.”

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Putin minimiza crise de combustível na Rússia

Putin minimiza os ataques às refinarias enquanto os russos enfrentam racionamento de gasolina.

Putin minimiza ataques ucranianos às refinarias

Apesar da grave escassez de combustível na Rússia, o presidente Vladimir Putin minimiza os ataques ucranianos às suas refinarias. Ele os descreve como uma tentativa de desviar a atenção das derrotas de Kiev no campo de batalha. Analistas apontam que o avanço russo desacelerou nos últimos meses.

Os ataques reduziram quase um terço da capacidade de refino. A produção de gasolina caiu 17%, para 850 mil barris por dia. O racionamento foi implementado em muitas regiões e os motoristas esperam em longas filas para abastecer. A Crimeia, anexada ilegalmente em 2014, sofre a pior escassez: as vendas de gasolina a particulares têm sido periodicamente suspensas.

Putin presidiu uma reunião no fim de semana passado para tratar do assunto. Em declarações televisivas ele reconheceu um “período difícil” e prometeu acelerar os reparos. Afirmou também que aumentará a produção de sistemas antiaéreos para repelir futuros ataques.

Ofensiva na Ucrânia e rejeição da trégua

Na quinta-feira, um enorme bombardeio russo em Kiev deixou pelo menos 30 mortos, um dos ataques mais mortíferos desde o início da invasão. A ONU contabiliza mais de 16 mil civis ucranianos mortos na guerra.

Putin rejeitou a proposta de cessar-fogo da Ucrânia. Condiciona qualquer trégua à retirada da Ucrânia de partes de Donetsk, abandonando as suas aspirações da NATO e reduzindo o seu exército. Ele também rejeitou a interrupção mútua de ataques profundos, afirmando que os russos são “muito mais poderosos e destrutivos”.

Na sexta-feira, Putin visitou o quartel-general militar na Ucrânia para receber informações sobre a captura de Kostyantynivka, que chamou de “grande importância estratégica”. A Ucrânia não confirmou a queda da cidade e informou ter repelido 24 ataques russos nas proximidades.

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