Nissan e a arte de adiar o inevitável
Ah, os trabalhadores da Nissan podem respirar tranquilos… até dezembro, é claro. Porque, como numa novela ruim, o “final feliz” é temporário. A governadora Margarita González Saravia, num ato de heroísmo burocrático, anunciou grupos de trabalho permanentes (leia-se: reuniões intermináveis com café amargo) para decidir o destino dos trabalhadores. O plano? Deixe alguns migrarem para Aguascalientes, outros se tornarem empreendedores (porque abrir uma barraca de tacos é o mesmo que montar motores, certo?), e os mais sortudos… sentar e esperar.
O governo ao resgate (ou pelo menos é o que diz)
Entre promessas de terrenos doados para atrair empresas internacionais (que, claro, chegarão num piscar de olhos), o governador garante que não deixarão os funcionários sozinhos. Bem, não até dezembro, pelo menos. Porque, sejamos honestos, que melhor maneira de demonstrar preocupação do que com uma reunião amanhã? O sindicato, entretanto, agradece o gesto… ou talvez esteja apenas contando os dias até o próximo anúncio dramático.
“Vamos continuar a promover o investimento”, disse González Saravia, omitindo mencionar se essa promoção inclui magia ou simples brochuras turísticas. A verdade é que, neste circo laboral, os únicos cujo futuro não está assegurado são os trabalhadores. Mas ei, pelo menos eles têm até o final do ano para atualizar seus currículos!
O que vem a seguir? Um sorteio para decidir quem fica e quem abre uma franquia de pamonha? Enquanto isso, o governo insiste que tudo está sob controle. Spoiler: não é.
Você está surpreso com a notícia? Compartilhe este artigo e participe do debate sobre como os empregos temporários são o novo “pão nosso de cada dia”. Ou melhor ainda, explore mais conteúdo sobre como sobreviver na economia de hoje… com humor, porque chorar não é mais uma opção.




