Uma parede no arco
Atlanta, EUA. — Lionel Mpasi parou quase tudo. Com a mão direita, com a esquerda, até abaixo da cintura. Jude Bellingham abraçou-o respeitosamente enquanto o goleiro estava deitado na grama com a bola segura.
Mas no final, ele não conseguiu vencer Harry Kane. O atacante inglês marcou dois gols nos minutos finais, o da vitória aos 86, na vitória da Inglaterra por 2 a 1 e na classificação para as oitavas de final. Assim, uma das maiores surpresas da história da Copa do Mundo foi interrompida.
“Ofereci meu corpo à ciência”, disse Mpasi com um sorriso irônico. “Sabíamos que Harry Kane é um super atacante e que tínhamos que nos concentrar nele. É uma pena que por duas vezes tenhamos prestado um pouco menos de atenção nele.”
O guarda-redes de 31 anos, nascido em França mas representando o país dos seus pais, terminou com cinco defesas. O mais doloroso aconteceu perto do final do primeiro tempo, quando ele mergulhou para desviar um chute de Kane após cruzamento para o segundo poste. Ele recebeu o impacto entre a cintura e a coxa.
“É meu trabalho ajudar a equipe e fazer defesas”, declarou ele em francês. “Felizmente consegui fazer alguns. Eu adoraria ter impedido os dois que terminaram em gol.”
O Congo já havia feito história ao se classificar para sua segunda Copa do Mundo — a primeira foi em 1974, quando ainda se chamava Zaire e perdeu por 9 a 0 para a Iugoslávia. Desta vez não houve vergonha. Grande parte do crédito foi para Mpasi, ex-atleta de alto rendimento do atletismo na juventude, hoje goleiro de clubes franceses.
“Estou muito orgulhoso: orgulhoso do meu país, orgulhoso da minha equipe”, disse ele. “Lutamos até o final do jogo.”
O desempenho de Mpasi lembrou ao mundo o potencial do futebol congolês. Embora não tenha conseguido a vitória, sua dedicação deixou marcas.




