Moreno mobiliza o PRI após briga com Noroña

O líder do PRI mobiliza suas bases após o escândalo no Senado, desencadeando uma crise política com acusações e desafios cruzados.

O PRI sai às ruas: o reality show político que ninguém pediu, mas todos nós vemos

Parece que o episódio de hoje da nossa novela política favorita, “México: El Desmadre Continuo”, está carregado. O protagonista indiscutível, Alejandro “Alito” Moreno, decidiu que a melhor coisa a fazer depois de um acesso de raiva épico no Senado era organizar uma marcha. Porque que melhor maneira de acalmar as coisas do que levar as pessoas às ruas? Alerta de spoiler: nenhum.

Isso mesmo, amigos. O líder nacional do PRI, num ato que mistura valor cívico com a estratégia pura e simples de distração, liderou uma mobilização de apoiadores do tricolor e membros da Confederação Nacional Camponesa (CNC) rumo ao Senado da República. A caravana partiu de Diana, a Caçadora, aquela que olha com desdém para tudo o que acontece na Reforma, e avançou com a determinação de quem vai a uma festa para a qual não foi convidado, mas entra furtivamente mesmo assim.

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A origem do drama: uma briga no pátio da escola na versão VIP

Tudo isso, claro, não surge do nada. É a sequência direta do *show* que Alito montou com o presidente do Senado, Gerardo Fernández Noroña, no encerramento da Comissão Permanente. Uma briga que, sejamos sinceros, provavelmente teve mais gritaria do que discussões. O resultado previsível: Noroña, que não fica calado nem debaixo d’água, ameaçou denunciá-lo à Procuradoria-Geral da República e até promover sua isenção e a de seus comparsas, o vice-coordenador Erubiel Alonso e o deputado Carlos Gutiérrez Mancilla. Porque na política mexicana as demandas e violações são como adesivos no WhatsApp: são distribuídas como se não houvesse amanhã.

E Alito, longe de se esconder, saiu hoje de manhã com a atitude daquele amigo que diz “te vejo lá” antes de uma briga. Ele declarou que vai enfrentar o processo porque, segundo ele, “não há nada” e tudo “está credenciado”. Sua declaração, uma joia de ambiguidade, foi: “Vamos assumir como está e não ter dúvidas, nada está provado aí e continuaremos trabalhando pelo nosso país.” Tradução: “Sim, algo aconteceu, mas acredite em mim, vou movê-lo.”

Mas o drama aumentou mais rápido do que uma tendência no TikTok quando a presidente Claudia Sheinbaum interveio e equiparou as ações de Moreno às de um grupo. A resposta de Alito foi, como esperado, um convite passivo-agressivo: que era melhor ela começar a governar. Porque neste jogo o rebote é o esporte nacional.

O líder do PRI tornou-se então filosófico e pediu consistência ao Governo, lamentando a polarização que, segundo ele, as declarações oficiais geram. Disse: “As declarações do Governo da República que sempre geram polarização, lamentamos. Acredito que deve haver congruência…”. Basicamente, a mensagem era: “O debate político deveria ser entre nós, políticos profissionais, nos nossos clubes exclusivos (também conhecidos como câmaras legislativas), e aqueles que governam, que se dedicam a governar”. Em outras palavras, cada um entra em seu próprio espaço.

Ele concluiu com um conselho não solicitado: se alguém do governo quiser entrar na arena política, deve se tornar legislador ou presidente de um partido. Em outras palavras, deixe-o entrar na lama com os outros. A ironia de pedir a profissionalização no mesmo sistema que é um caos organizado não tem preço.

Em suma, temos uma marcha, acusações graves, ameaças legais, um presidente que não esconde nada e um líder da oposição que pede moderação enquanto acende o rastilho. Um dia normal na vida política nacional, onde a estratégia parece ser criar tanto barulho que no final ninguém sabe o que realmente aconteceu, mas acabamos todos exaustos e entretidos.

Quer ver como continua essa novela? Compartilhe esta nota e explore mais conteúdo sobre os dramas que realmente definem a política mexicana. Porque às vezes a ficção nem chega perto da realidade.

Busca em Água Prieta deixa quatro detentos e 1.500 cartões

Operação no bairro Sal Si Podemos desmonta rede de empréstimos ilegais.

Operacional em Água Prieta

Quatro pessoas foram presas em uma busca realizada no bairro Sal Si Podemos de Agua Prieta, Sonora. A Procuradoria-Geral da República (FGJE) garantiu cerca de 1.500 cartões bancários usados ​​para cobrar empréstimos ilegais.

A operação ocorreu no dia 5 de julho em uma casa nas ruas 20 e 21. Participaram agentes da Agência Ministerial de Investigação Criminal (AMIC), da Secretaria de Defesa Nacional e da Polícia Municipal. No local foram encontradas armas, drogas, celulares e documentação.

Os detidos foram identificados como Isaías “N”, 37 anos; Rafael “N”; Martín Arturo “N” e Luis Antonio “N”. Foram apreendidos 10 pacotes de cocaína, um revólver Taurus calibre .357, uma carabina calibre .22, um fuzil e três cartuchos calibre .32.

A investigação começou com a denúncia de uma mulher de 41 anos que relatou ter sido privada de liberdade, agredida fisicamente com arma de fogo e ameaçada de morte junto com sua família. Devido a esses acontecimentos, estão sendo investigados crimes de privação ilegal de liberdade, roubo qualificado e ameaças.

Segundo o FGJE, Isaías “N” alegadamente operava um esquema de empréstimos ilegais. Ele mantinha os cartões bancários e PINs dos devedores como garantia e depois fazia saques semanais para cobrar juros.

O Ministério Público mantém abertas as linhas de investigação para apurar se os detidos participaram noutros crimes e identificar mais vítimas.

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Sheinbaum pede informações à FGR sobre a irmã de Lozoya

O presidente solicita informações sobre o caso Agronitrogenados e a atuação de Gilda Lozoya.

Sheinbaum solicita esclarecimentos sobre o caso Agronitrogenados

A presidente Claudia Sheinbaum solicitou à Procuradoria-Geral da República (FGR) informações detalhadas sobre a participação de Gilda Lozoya Austin – irmã do ex-diretor da Pemex, Emilio Lozoya – na fraude dos Agronitrogenados. Gilda Lozoya obteve recentemente liberdade condicional.

“Pedi ao Ministério Público que informasse com mais detalhes a participação desta pessoa, da irmã de Lozoya, nesta fraude que foi a compra de uma empresa, que na época havia sido privatizada por um valor muito superior ao que realmente valia, para beneficiar o dono da Altos Hornos e algumas outras pessoas”, disse o presidente do Palácio Nacional.

Sheinbaum lembrou também que Alonso Ancira, ex-presidente dos Altos Hornos de México, não terminou de pagar a dívida derivada desse caso. Por esse motivo, o mandado de prisão contra ele foi revivido. Indicou que espera que a FGR, chefiada por Ernestina Godoy, explique claramente os detalhes do processo.

A compra da Agronitrogenados ocorreu durante a gestão de Emilio Lozoya na Pemex. A operação foi realizada por um valor muito superior ao valor real, segundo investigações. O caso tem sido um dos mais emblemáticos em termos de corrupção no setor energético mexicano.

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Prevenção de inundações em Edomex: progresso de 90%

As obras anti-inundações no leste do México estão 90% concluídas e quatro projetos já estão em operação.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que as obras de prevenção de inundações na Zona Leste do Estado do México estão 90% concluídas. Ficarão prontos em no máximo 15 dias, pouco antes do pico do período chuvoso.

Sheinbaum destacou a eficácia do trabalho. Quatro dos seis projetos já estão em operação e têm tempos de impacto reduzidos. Por exemplo, após as recentes chuvas em Ciudad Nezahualcóyotl, o sistema evacuou um corpo de água em aproximadamente uma hora e meia.

Orçamento e principais obras

O diretor da Conagua, Efraín Morales, explicou que 2,2 bilhões de pesos de um orçamento nacional de 11,2 bilhões de pesos são gastos na região que inclui La Paz, Nezahualcóyotl e Iztapalapa.

Entre as obras concluídas estão a ampliação da Lagoa El Salado (de 300 mil para 400 mil metros cúbicos), o Coletor Teotongo, o Coletor Carmelo Pérez e o Cárcamo de Xochiaca, que aumentou sua capacidade de bombeamento para 16 mil litros por segundo.

As obras pendentes para as próximas duas semanas são a Coletora Los Pinos (88%) e a ampliação dos canais da Lagoa Churubusco (85%).

Além disso, a construção do Coletor Chalco de Díaz Covarrubias continua a resolver inundações históricas em Chalco e Valle de Chalco. As manobras de microtúnel já avançaram 3 quilômetros e devem ser concluídas em outubro.

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