Morena vs. excessos: quando a austeridade vira trending topic
Parece que em Morena decidiram que a festa dos privilégios acabou. Ou pelo menos é isso que eles querem que acreditemos. Num movimento que lembra “já nos pegaram muitas vezes”, o partido aprovou por unanimidade (sim, todos levantaram a mão como nas primárias) uma série de diretrizes éticas que proíbem tudo, desde nepotismo até viagens de primeira classe. Tradução? Adeus aos jatos particulares e às joias Tiffany, olá à austeridade republicana (ou pelo menos à tentativa).
O que eles não poderão mais fazer (em teoria)
A lista de proibições parece tirada de um decálogo para os endividados millennials: nada de veículos blindados (tchau, estilo Narcos), nada de turismo político disfarçado de “congresso internacional”, muito menos roupas de marca ou restaurantes chiques. Até os guarda-costas ficaram no limbo. A mensagem é clara: “Aqui não somos a velha política”, embora alguns memes já estejam circulando perguntando se isso se aplica retroativamente a certos funcionários.
O mais irônico: o acordo garante que “a parafernália do poder pertence ao passado”. Disse enquanto se encontravam no World Trade Center em CDMX, claro. Mas ei, passos de bebê.
Carta de Sheinbaum: entre o sermão e o déjà vu
Claudia Sheinbaum, em carta que mistura o tom de uma professora do ensino médio e as vibrações do discurso revolucionário, alertou os morenistas: “Não vamos confiar em nós mesmos”. Tradução: “Não estrague tudo antes da próxima eleição.” Nas entrelinhas, a mensagem é óbvia: depois de tantos escândalos de corrupção em outros partidos, Morena tem que vender a ideia de que são diferentes. Mesmo que seja no PowerPoint.
A joia da coroa: “O poder é a humildade“. Frase que, sem contexto, poderia ser o lema de um influenciador espiritual… mas na boca de um presidente parece aqueles caras que pregam austeridade enquanto pedem o uísque mais caro. Claro que o ponto mais aplaudido foi a proibição das primeiras campanhas (também conhecido como desporto preferido dos políticos). Agora os candidatos virão das pesquisas, e não de acordos com restaurantes. Isso funcionará? 2027 dirá.
O que ele não disse, mas todos pensamos: Se realmente aplicarem isso, quantos sobreviverão à redução de privilégios? E o mais importante: alguém acredita que os veículos blindados irão desaparecer *magicamente*? O tempo (e as reportagens investigativas) dirão.
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