O grande cenário comercial: o México ocupa o centro
A notícia veio de Washington e repercutiu no Palácio Nacional. O México acaba de expulsar a China e o Canadá. Pela primeira vez, somos o maior parceiro comercial dos Estados Unidos. Um facto que não é apenas um número, é um acto político com consequências reais para milhões.
Durante a sua conferência em Guanajuato, a Presidente Claudia Sheinbaum não escondeu a sua satisfação. As exportações giram em torno de meio bilhão de dólares. O saldo é favorável. Num mundo cheio de tensões tarifárias, esta conquista não é pouca coisa.
“Como sempre dissemos, há integração com soberania, o que é importante”, disse Sheinbaum.
Seu ponto principal é que esta não é uma rua de mão única. Não somos apenas o seu maior fornecedor. Também somos seu primeiro cliente. Compramos tanto quanto vendemos. É uma relação simbiótica que vem sendo tecida há décadas.
Além do protecionismo
Sim, existem tarifas em sectores sensíveis como o aço ou o automóvel. Mas Sheinbaum sublinha que uma parte substancial da troca permanece isenta de taxas. A proximidade geográfica e a integração produtiva fizeram o resto.
O tempo é crucial. A revisão do T-MEC está no horizonte. Para o presidente, estes números são o argumento mais poderoso.
Os números mostram que, além de políticas protecionistas específicas, “é muito relevante que ambos os países mantenham o acordo comercial”.
A sua mensagem final é clara: o compromisso é com uma integração económica firme, mas sem abrir mão de um pingo da soberania nacional. No grande teatro da geopolítica comercial, o México acaba de dar um passo decisivo.




