Análise da redução da pobreza no México sob a Quarta Transformação
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A Presidente Claudia Sheinbaum destacou durante a sua conferência matinal que os dados do INEGI confirmam uma diminuição significativa da pobreza no México, atribuindo esta conquista às políticas implementadas no âmbito do projecto da Quarta Transformação (T4). De acordo com os resultados da Medição Multidimensional da Pobreza 2024, a percentagem da população em situação de pobreza caiu de 41,9% em 2018 para 29,6% em 2024, enquanto a pobreza extrema foi reduzida de 7% para 5,3% no mesmo período.
Impacto dos programas sociais e contexto histórico
O relatório do INEGI destaca que, sem as transferências económicas de programas sociais como Pensões para Idosos, Juventude Construindo o Futuro e Bolsas Benito Juárez, o número de pobreza teria atingido 32,8% em 2024. Isto representa uma diferença de 3,2 pontos percentuais, evidenciando o papel fundamental destas iniciativas na melhoria das condições de vida. Sheinbaum enfatizou que estes resultados refletem a materialização do lema “Para o bem de todos, os pobres primeiro”, consolidando-se como um eixo central da administração do Presidente López Obrador.
Este declínio marca um marco na história recente do México, especialmente quando comparado com tendências anteriores. Entre 2008 e 2018, a pobreza permaneceu estagnada em cerca de 44%, segundo dados do CONEVAL. A aceleração da redução durante o atual mandato de seis anos – com 12,3% menos em seis anos – sugere uma mudança estrutural na distribuição de recursos, embora os analistas alertem para desafios pendentes, como a informalidade laboral e o acesso a serviços básicos nas zonas rurais.
“A redução em apenas dois anos (2022-2024) mostra que priorizar os mais vulneráveis não é retórica, mas uma estratégia eficaz”, disse a presidente, respaldando sua afirmação com gráficos que detalham a evolução dos entes federais. Estados como Chiapas, Oaxaca e Guerrero, tradicionalmente os mais afetados, registaram progressos notáveis, embora persistam lacunas em comparação com as regiões do norte.
Perspectivas e debates metodológicos
Especialistas em economia social destacam que, embora os números sejam encorajadores, é fundamental analisar os fatores qualitativos. A metodologia do INEGI considera o rendimento, a educação, a saúde e a habitação, mas não capta totalmente fenómenos como a inflação ou a qualidade do emprego. Além disso, organizações civis sugerem que o limite para definir a pobreza (3.128 dólares por mês por pessoa em áreas urbanas) poderia exigir atualização à luz do aumento dos preços da cesta básica.
O governo federal, no entanto, afirma que estes resultados validam o seu modelo de austeridade republicana e de redistribuição direta. “Os programas sociais não são assistência social, mas sim direitos constitucionais”, reiterou Sheinbaum, citando o aumento do salário mínimo (159% desde 2018) e a expansão da cobertura médica universal como pilares complementares.
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Fontes: INEGI, CONEVAL, Presidência da República.




