Trabalho e produtividade no México
O México é o país com mais horas trabalhadas entre os 38 membros da OCDE. Entre 2023 e 2025, a média anual diminuiu 0,5%, para 2.299 horas por trabalhador. O número supera a média do bloco em quase 600 horas, que era de 1.705 horas anuais em 2025.
Costa Rica e Chile seguem na lista, enquanto países europeus como Alemanha, Dinamarca e Suécia trabalham entre 900 e 1.000 horas a menos.
“O declínio nas horas trabalhadas pode ser explicado por vários factores, incluindo ganhos de produtividade, mudanças nas preferências dos trabalhadores no sentido de menos horas extraordinárias ou trabalho a tempo parcial, mudanças nas regulamentações do tempo de trabalho ou nos acordos colectivos”, observou a OCDE.
Apesar das longas horas de trabalho, a produtividade do trabalho mexicano cresceu 1,96% entre 2023 e 2024, em comparação com a média da OCDE de 0,62%. Este avanço superou o registado entre 2019 e 2023. Destacaram-se também a Irlanda, a Polónia, a Dinamarca, a Letónia e os Estados Unidos.
“Os recentes ganhos de produtividade no México ocorreram juntamente com uma redução nas horas trabalhadas”, indicou a agência.
Os salários reais também mostram uma tendência positiva. No primeiro trimestre de 2026, situaram-se 15,1% acima do nível do primeiro trimestre de 2021, bem acima da média da OCDE de 1,2%. O salário mínimo dobrou desde janeiro de 2021, com aumento real de 68%.
“Os salários reais no México continuaram a crescer fortemente”, destacou a OCDE no seu relatório Perspectivas de Emprego 2026.
Em maio passado, a taxa de desemprego no México era de 2,7%, a segunda mais baixa entre os países do bloco, atrás apenas do Japão. No entanto, a OCDE alerta que no conjunto dos 38 países há sinais de enfraquecimento na criação de emprego e, face aos elevados preços da energia, é esperada uma diminuição dos salários reais.




