O México promoverá a revisão do T-MEC com uma abordagem soberana

O México procura rever o T-MEC para mantê-lo como motor económico, sob princípios de cooperação sem subordinação.

O conselho geopolítico está se movendo: o México está preparando sua jogada mestre

Roberto Velasco, nosso chanceler, acaba de colocar uma carta importante na mesa. Num movimento que parece uma estratégia calculada, ele anunciou que o México promoverá a revisão do Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá. Não se trata apenas de um ajustamento qualquer – trata-se de uma reformulação das regras do jogo económico continental.

“O objetivo é que continue como motor de crescimento econômico e desenvolvimento regional do país”, disse Velasco durante reunião na SRE.

Aqui está o interessante: enquanto outros países poderiam pedir revisões por fraqueza, o México o faz a partir de uma posição clara. Cooperação sem subordinação. Essas três palavras resumem toda uma filosofia diplomática que soa bem em discursos, mas que na prática representa um equilíbrio muito delicado.

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Além da América do Norte: o mundo como palco

Mas isto não termina em Washington e Ottawa. Velasco deixou claro que a jogada é mais ampla. O México procurará expandir os laços com a América Latina, Europa e Ásia. É como se depois de anos focados no nosso vizinho do norte, lembrássemos que temos um planeta inteiro com o qual nos relacionarmos.

Migração, saúde, desenvolvimento tecnológico – problemas que não conhecem fronteiras e que exigem soluções regionais. A chanceler disse-o sem rodeios: a integração regional é a nossa ferramenta para enfrentar estes desafios.

E no meio desta reconfiguração global onde os blocos são reorganizados, o México está comprometido com o multilateralismo. Não por acaso – por convicção estratégica. Tendo um Serviço Exterior fortalecido como pilar fundamental.

O que vem a seguir é a parte complicada: traduzir estes princípios em mesas de negociação concretas. Onde cada vírgula do T-MEC vale milhões e cada posição diplomática define o nosso lugar no mundo. O teatro geopolítico está com as luzes acesas – e o México acaba de subir ao palco.

Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

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Sheinbaum pede preservação do milho nativo para a soberania nacional

Sheinbaum destaca que o milho nativo é fundamental para a soberania alimentar e a identidade nacional.

A presidente Claudia Sheinbaum Pardo reafirmou que os governos da Quarta Transformação defendem a soberania nacional em todas as áreas. Durante um encontro com agricultores em Pijijiapan, Chiapas, ele destacou a importância do milho nativo como pilar da identidade e autossuficiência mexicana.

Defesa da soberania através do milho nativo

Sheinbaum apresentou o programa “Milho é a Raiz”, cujo objetivo é melhorar as condições dos produtores e reduzir a dependência de sementes controladas por grandes corporações.

“Conservar o milho nativo também significa defender a soberania”, afirmou.

O presidente alertou sobre os riscos das sementes híbridas:

“Se continuarmos com o milho híbrido puro, as pessoas dependerão da compra de sementes e quem venderá as sementes serão algumas empresas.”

Salientou que preservar as variedades autóctones é essencial para evitar esta dependência económica.

“Se não tivéssemos milho nativo, perderíamos boa parte da soberania alimentar, do que somos como mexicanos”, disse ele.

Além disso, estendeu a defesa da soberania aos campos energético, cultural e alimentar. Ela garantiu que a Quarta Transformação a impulsiona “de todas as maneiras possíveis”.

O programa busca fortalecer os pequenos agricultores e conservar a diversidade genética do milho, elemento central na dieta e na cultura do país.

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México envia equipe de resgate à Venezuela após terremotos

25 especialistas e 5 pares de cães viajam para apoiar os esforços de busca na Venezuela.

Solidariedade em ação

Após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela em 24 de junho, que deixaram 1.430 mortos e 3.328 feridos, o México reforçou o seu apoio humanitário. O Ministério das Relações Exteriores (SRE) coordenou o envio de uma missão de resgate com a Cruz Vermelha Mexicana e a companhia aérea Volaris.

“Esta tarde partiu para a Venezuela uma equipa de apoio composta por 25 especialistas da Unidade de Busca e Resgate Urbano (USAR) da Cruz Vermelha e da Brigada Internacional de Resgate de Cancún (USAR BRIC), bem como um elemento de brigada da Azteca Topos”, indicou a agência.

Equipamento e logística

A missão inclui cinco pares de cães e 3,5 toneladas de equipamentos especializados para tarefas de busca e resgate nos escombros. A remessa foi transportada em um voo da Volaris.

“Com isto, o México reafirma a sua solidariedade e compromisso com o povo venezuelano nestes tempos difíceis”, afirmou o SRE num comunicado. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, lidera a coordenação desta ajuda.

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