México diminui na liberdade de imprensa de acordo com relatório global
O México caiu três posições na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2025, elaborada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ocupando agora a 124ª posição. Esta deterioração reflete um cenário alarmante: o país continua a ser o mais perigoso da região para a prática do jornalismo, com um indicador económico que registou a quarta pior queda da América.
A crise financeira da mídia
O relatório destaca que a sustentabilidade financeira da mídia atinge um nível crítico sem precedentes. Factores como a concentração de propriedade, a dependência dos anunciantes e a redução dos subsídios públicos exacerbaram a fragilidade económica, ameaçando a independência editorial. De acordo com a RSF, em 160 dos 180 países analisados, os meios de comunicação social estão a lutar para manter a sua estabilidade e, num terço dos países, alguns fecharam devido à insolvência.
O Índice Mundial de Liberdade de Imprensa, publicado desde 2002, revela que a situação global é “difícil”. A pontuação média caiu abaixo dos 55 pontos, um limiar que indica sérios obstáculos à prática jornalística em mais de metade dos países avaliados. “Pela primeira vez, as condições são ‘difíceis’ ou ‘muito graves’ em mais de 50% das nações”, enfatiza o documento.
Desafios estruturais e captura de mídia
A RSF adverte que as pressões económicas levam os meios de comunicação a dar prioridade às audiências em detrimento da qualidade, facilitando a sua captura por oligarcas ou governos. “A viabilidade financeira é a principal ameaça à pluralidade da informação”, afirma o relatório. No México, este fenômeno se combina com a violência contra jornalistas, agravando a situação.
A análise também identifica tendências globais preocupantes: a desinformação, as leis restritivas e a polarização política corroem o direito de informar. Embora a Europa continue a liderar o ranking, regiões como a América Latina e a Ásia apresentam quedas significativas.
Chamada para ação
Neste cenário, a RSF apela à implementação de políticas que protejam a liberdade de expressão e promovam modelos de negócios sustentáveis para os meios de comunicação. A transparência na propriedade e o apoio a projetos jornalísticos independentes são fundamentais para reverter a tendência.
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