México apresenta queixas pela morte de 17 cidadãos sob custódia do ICE

O SRE apresentou 20 queixas aos procuradores dos EUA pelas mortes de mexicanos em centros de imigração.

O Ministério das Relações Exteriores (SRE) informou que no dia 13 de julho o embaixador Roberto Lazzeri apresentou 20 denúncias aos procuradores dos Estados Unidos. Estas ações respondem à morte de 17 mexicanos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

Oito das queixas foram apresentadas aos promotores estaduais e 12 aos promotores municipais, em jurisdições no Arizona, Califórnia, Flórida, Geórgia, Illinois, Louisiana, Missouri e Texas.

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Medidas diplomáticas

Um dia depois, a Embaixada do México transmitiu ao Departamento de Justiça, por meio do Departamento de Estado, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (FGR) sobre os 17 casos. Ele solicitou a abertura de investigações e recebimento de informações sobre seu andamento.

O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, também enviou uma carta ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk. Nele, pediu para coletar informações por meio de pedidos de esclarecimentos aos EUA e analisar a compatibilidade com instrumentos internacionais. O objetivo é prevenir eventos semelhantes.

O Embaixador Lazzeri reuniu-se em Washington com o Departamento de Estado, o Departamento de Segurança Interna (DHS) e o ICE. Ele expressou as preocupações do México sobre as condições nos centros de detenção, inclusive nos privados. Solicitou esclarecimentos sobre cada caso.

“Esta é uma comunicação dirigida à empresa privada que opera o referido centro, na qual se insta a aderir aos protocolos aplicáveis e a respeitar integralmente os direitos humanos das pessoas sob sua proteção”, explicou Lazzeri sobre a carta de cessação e desistência enviada ao centro de Adelanto, Califórnia.

A embaixada observou que a carta foi emitida com base na Convenção de Viena sobre Relações Consulares, respeitando as leis dos Estados Unidos. O México tomou nota do retorno da comunicação, mas confirmou que as preocupações foram levantadas através dos canais diplomáticos.

“O México continuará a acompanhar prontamente cada caso e a trabalhar em coordenação com as autoridades dos EUA sob os princípios de respeito à soberania, responsabilidade compartilhada, confiança mútua e colaboração sem subordinação”, indicou o SRE.

A rede consular presta assistência às famílias dos 17 falecidos: apoio jurídico, apoio à transferência de restos mortais e outros procedimentos solicitados.

Sheinbaum se reúne com enviado comercial dos EUA sobre tarifas

Sheinbaum receberá o representante comercial dos EUA em meio a tensões tarifárias.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que receberá nesta quinta-feira Jamieson Greer, Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no Palácio Nacional. O encontro abordará a relação económica bilateral, num contexto de expectativa de possíveis novas tarifas por parte do governo dos EUA.

Reunião principal no Palácio Nacional

Quanto às declarações de Greer sobre a preparação de tarifas para cerca de 60 países, Sheinbaum pediu para aguardar a definição de Washington. Explicou que o esquema está ligado a uma nova aplicação de sanções comerciais.

“Vamos esperar, mas esta aplicação de tarifas tem a ver com um novo formulário que chamam de 301; é um esquema de sanções que tem a ver com as tarifas que o presidente Trump impôs na época”, disse ele.

O presidente lembrou que, durante a implementação das chamadas tarifas recíprocas, o México ficou de fora destas medidas graças ao Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC). Os impostos aplicados a produtos não abrangidos pelo acordo comercial.

Argumentos do México para evitar tarifas

Sheinbaum informou que o Ministério da Economia já apresentou na semana passada os argumentos do governo mexicano às autoridades norte-americanas para evitar a imposição de novas tarifas.

“O Ministério da Economia, na semana passada, se bem me lembro, foi apresentar todos os argumentos por que não deveria haver tarifas mais altas sobre o México, mas vamos esperar”, afirmou.

Em sua conferência matinal em Toluca, Estado do México, a presidente indicou que a reunião será realizada pela manhã, embora não tenha especificado o horário exato. “Vou receber o Embaixador Greer no Palácio Nacional. De manhã ainda não tenho tempo, mas de manhã”, concluiu.

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Semarnat proíbe mineração em áreas naturais sem licença ambiental

Sem licença ambiental não há exploração mineira em áreas protegidas, mesmo que já exista concessão.

O Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat) publicou acordo que interrompe a mineração em Áreas Naturais Protegidas (ANP). A medida, já em vigor no Diário Oficial da Federação (DOF), proíbe que pessoas físicas realizem exploração e aproveitamento caso não possuam a autorização de impacto ambiental correspondente.

Restrição às concessões mineiras

O acordo estabelece que as licenças ambientais são um procedimento independente das concessões mineiras. A proibição aplica-se mesmo às concessões concedidas antes da reforma da Lei de Minas de 8 de maio de 2023. Anteriormente, as concessões abrangiam todos os minerais e água; agora estão limitados a um mineral específico e com controles de água.

“Ter uma concessão não confere um direito automático de exploração, o proprietário é obrigado a obter uma autorização ambiental”, explicou Semarnat.

Avaliação de vinculação da Conanp

Ao receber uma solicitação de impacto ambiental relacionada à mineração, a Semarnat deverá informar a Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas (Conanp). Esse órgão elaborará um relatório técnico vinculativo para determinar se a obra afeta áreas protegidas federais. A medida está alinhada com uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN) que aprovou a reforma mineira e estabeleceu que as concessões não conferem direitos de exploração automáticos.

O acordo também obriga as autoridades ambientais a fiscalizarem que as concessionárias implementem programas de restauração ambiental a partir de 2024. A Semarnat não poderá conceder licenças em locais protegidos pelo seu ecossistema, nem autorizar a eliminação de resíduos mineiros em zonas húmidas, canais ou zonas hídricas federais, devido ao risco para a saúde e o ambiente.

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FGR analisaria extradição de ‘El Mayo’ Zambada

Não há bens em nome do líder criminoso, informou García Harfuch.

Possível extradição de “El Mayo” Zambada

O secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch, informou que a Procuradoria-Geral da República (FGR) poderá analisar a extradição de Ismael “El Mayo” Zambada. O líder do crime organizado manifestou o desejo de cumprir a pena no México.

Durante a conferência matinal da Presidente Claudia Sheinbaum em Toluca, García Harfuch declarou:

“Teria que ser determinado pela Procuradoria-Geral da República se a extradição fosse solicitada.”

O responsável esclareceu ainda que até ao momento não foram garantidos quaisquer bens directamente em nome de Zambada. “Um grande número de contas, propriedades, especialmente contas UIF congeladas, foram garantidas, mas não diretamente em seu nome”, explicou.

Sobre os bens das organizações criminosas, acrescentou: “Não especificamente em seu nome, sim, uma quantidade considerável de contas e propriedades pertenceram às organizações criminosas”.

A declaração ocorre no âmbito do processo judicial de Zambada, que foi detido nos Estados Unidos e agora procura ser julgado no México. A decisão final caberá ao FGR.

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