Uma conquista na mesa mexicana
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou com orgulho em Zacatecas: o México já produz todos os grãos que consome. Não é pouca coisa. Num país onde este grão é essencial, deixar de depender das importações é como vencer uma batalha pela soberania em cada prato de comida.
Os dados concretos são conclusivos. Julio Berdegué, chefe da Agricultura, detalhou: 1,2 milhão de toneladas produzidas em 2025. A meta não só foi cumprida, como foi superada.
“O acima exposto é atribuído ao aumento de beneficiários do programa ‘Acopio para el Bienestar’, que passou de 40 mil para mais de 96 mil produtores”, explicou Sheinbaum.
Mas aí vem a reviravolta dramática. Justamente quando o sucesso é comemorado, a sombra aparece. O preço do feijão no mercado livre está despencando. E isso, amigos, é uma ameaça directa aos agricultores que tornaram este milagre possível.
A medida para proteger os produtores
Diante desse risco, o governo não ficou de braços cruzados. Sheinbaum anunciou uma expansão imediata do programa de apoio. Na próxima semana haverá uma mesa urgente com a Agricultura para definir duas coisas fundamentais: um novo preço de garantia mais elevado e o montante exacto de um subsídio extra.
É o movimento político clássico: celebrar a vitória enquanto prepara as defesas para a próxima batalha. Se os preços caírem e os produtores falirem, a auto-suficiência será uma memória passageira.
Enquanto isso, em Sombrerete, Zacatecas, já se constrói o futuro. A nova fábrica ‘Beatriz González Ortega’ é a última peça do quebra-cabeça. Processará mais de 1.400 toneladas por mês de feijão preto e feijão preto.
Esta produção, com selo 100% mexicano, chegará diretamente às ‘Lojas Wellness’ de todo o país. Do campo ao pote, sem intermediários internacionais. Isso, na verdadeira linguagem da política, chama-se encerramento do ciclo.
O trabalho está feito. Agora é hora de segurá-lo. O verdadeiro drama começa agora.




