Porque nada representa mais “amizade comercial” do que afundar seu vizinho com impostos
O Instituto Mexicano de Executivos Financeiros (IMEF), aqueles adivinhos da economia que nunca falham (exceto quando falham), divulgou sua última previsão: se os Estados Unidos continuarem a brincar de “punição tarifária” com o México, a desaceleração econômica se tornará uma recessão digna de uma novela. E não, não é um episódio de “La Rosa de Guadalupe”, isso é real.
O gatilho? Tarifas, aquela estratégia brilhante que faz todo mundo perder, principalmente quando aplicada a produtos como o tomate. Porque, claro, que melhor maneira de demonstrar poder do que cobrar mais pelos ingredientes do guacamole?
De mal a pior: o IMEF ajusta seus números (para baixo, obviamente)
O instituto, num ato de otimismo inverso, reduziu sua projeção de crescimento do PIB para 2025 dos já patéticos 0,6% para desoladores 0,2%. Qual é, nem o aumento salarial de um burocrata é suficiente para compensar esse golpe.
Segundo Víctor Manuel Herrera, presidente da Comissão de Estudos Económicos do IMEF, a economia está em queda livre há meses desde o final de 2024, coincidindo com a reforma judicial e o eterno circo de mudanças de governo no México e nos EUA. Chance? Não, apenas o carma do mau planejamento.
E se isso não bastasse, a construção já está em modo de sobrevivência e empresas como Stellantis e Nissan estão anunciando paralisações temporárias. O próximo passo? Demissões. Porque, aparentemente, a estratégia é transformar os trabalhadores em especialistas em currículos.
Recessão? “É muito provável”, dizem quem sabe (ou deveria)
Gabriela Gutiérrez Mora, presidente do IMEF, deixou claro: a economia já cheira a recessão. Com os Estados Unidos vacilando e o México seguindo o exemplo, o cenário é tão animador quanto uma partida de futebol em que os dois times perdem.
Se as coisas continuarem assim, perderemos empregos e poder de compra. Mas não se preocupe, dizem os especialistas: se a recessão for “breve e não muito profunda”, a recuperação será rápida. Claro, como quando você cai da escada, mas “só” quebra o braço.
Solução? Resolver o conflito comercial com os EUA o mais rápido possível. Ou, se isso não acontecer, comece a cultivar tomates no jardim da Casa Branca.
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