Macron chega a acordo preliminar entre EUA e Irão em Versalhes

O presidente francês orquestrou uma reviravolta diplomática inesperada durante a cimeira do G7.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e pela primeira-dama Brigitte Macron no Palácio de Versalhes.

Macron obteve um dos momentos mais simbólicos da sua administração ao atrair Trump para um jantar naquele palco. Aí, foi assinado inesperadamente um acordo preliminar para pôr fim ao conflito com o Irão, no âmbito da cimeira do G7.

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O evento, apresentado como uma celebração da relação bilateral, tornou-se uma etapa fundamental na política internacional. O pacto inclui um cessar-fogo, negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Durante a cimeira, Macron também conseguiu que Trump demonstrasse um apoio mais forte à Ucrânia na sua guerra contra a Rússia. Esta viragem foi relevante para os aliados europeus, após tensões diplomáticas anteriores entre Washington e Kiev.

As autoridades europeias destacaram que, embora Macron não estivesse diretamente envolvido nas negociações do acordo com o Irão, a sua estratégia diplomática e a utilização de espaços simbólicos como Versalhes ajudaram a reforçar a influência europeia nas decisões dos EUA.

A cimeira do G7 foi concluída com apelos conjuntos para aumentar o apoio militar à Ucrânia e endurecer as sanções contra a Rússia. Os líderes europeus consideram que a reunião marcou progressos na coordenação transatlântica, apesar das diferenças anteriores com a administração dos EUA.

Begoña Gómez, julgada por tráfico de influência em Espanha

A esposa do presidente espanhol será julgada por supostos crimes de corrupção.

Ordem judicial contra a esposa de Sánchez

Um juiz de instrução de Madrid ordenou que Begoña Gómez, esposa do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, fosse julgada no banco dos réus por alegados crimes de tráfico de influência e corrupção. A resolução inclui a entrega do passaporte e a obrigação de comparecer em tribunal quinzenalmente.

O juiz Juan Carlos Peinado argumentou que há risco de fuga. A data do julgamento ainda não foi definida. A decisão judicial intensificou o debate político na Espanha.

Reações e contexto

A oposição exigiu uma resposta do governo socialista. Vários líderes políticos consideram que o caso afecta a integridade do executivo. Por enquanto, Sánchez mantém o apoio à esposa e reiterou a confiança na justiça.

O processo continua e espera-se que as próximas semanas definam o calendário judicial.

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Colisão de trem na Inglaterra: um morto e 9 em estado crítico

Nove passageiros em estado crítico e o motorista morreram após um acidente noturno.

Colisão de trem no centro da Inglaterra

Nove pessoas ficaram em estado crítico no sábado, após uma colisão entre dois trens de passageiros que ocorreu na noite anterior no centro da Inglaterra. O motorista de uma das locomotivas morreu no incidente, informou a polícia.

Mais de 80 pessoas receberam atendimento médico

A chefe da Polícia de Transportes Britânica, Lucy D’Orsi, disse que mais de 80 pessoas foram tratadas em hospitais após o acidente, ocorrido na noite de sexta-feira. Um dia depois, 28 deles ainda estavam hospitalizados. As autoridades continuam investigando as causas do acidente.

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Colômbia vota entre continuidade progressista e virada conservadora

A Colômbia define o seu futuro entre dois pólos opostos: a continuidade do Petro ou uma viragem conservadora.

Duas visões, um país no limite

Os colombianos vão às urnas neste domingo para o segundo turno presidencial mais disputado em anos. O progressista Iván Cepeda, aliado de Gustavo Petro, enfrenta o conservador Abelardo de la Espriella, um outsider que surpreendeu ao liderar o primeiro turno com 43,73% dos votos.

“Estou preocupado com a extrema polarização. Existem dois lados muito opostos e a violência me preocupa”, disse o advogado John Manrique à Associated Press, de Bogotá. “Espero que aceitemos o resultado e busquemos um consenso social.”

O fantasma da polarização

Glaeldys González, analista do International Crisis Group, alerta que os níveis de polarização são “extremamente elevados” e que o eleitorado procura uma solução real para a violência, a saúde, a corrupção e as finanças em ambos os pólos.

De la Espriella, conhecido como “El Tigre”, promete mão dura: megaprisões como a de Bukele e confronto com grupos ilegais. Ele recebeu o endosso de Donald Trump. Cepeda, filósofo e ex-comunista, promete aprofundar as reformas sociais de Petro e manter as conversações de paz. Esta semana, 100 membros de grupos armados foram desmobilizados graças a esta política.

Alegações de fraude e pedido de calma

O segundo turno deixou o clima tenso. Cepeda admitiu que Petro não reconheceu a contagem preliminar, embora posteriormente tenha aceitado a contagem oficial. A Provedoria de Justiça pediu aos candidatos e líderes que promovessem a confiança nas instituições e evitassem alegações infundadas de fraude.

González destacou que o Crisis Group vê com preocupação possíveis surtos de violência pós-eleitoral, mas confia que as instituições e observadores internacionais ajudarão a contê-los.

Yamile Guevara, professora aposentada, criticou a desconfiança histórica da esquerda: “A esquerda sempre foi vista como algo negativo. As pessoas esquecem a história”.

No domingo, a Colômbia decide entre dois caminhos opostos, tendo a democracia e a paz como pano de fundo.

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