De criança quebrada a ator desiludido (mas estiloso)
Ah, Luis Roberto Guzmán, aquela criança que aprendeu a escrever “trauma” antes de “matemática”. Aos seis anos, a vida lhe deu um roteiro mais tosco que o de uma novela: o pai, assassinado após uma briga. Sua mãe, que o criou sozinho em Bayamón (Porto Rico), enquanto ele frequentava uma escola particular onde, surpresa, não distribuíam bolsas de estudo por carisma. O resultado? Um menino que se sentia tão deslocado quanto um vegano em um churrasco.
Ele estudou Administração de Empresas (porque, claro, nada melhor do que uma carreira “segura” para alguém com a alma despedaçada). Até que o teatro o resgatou como um super-herói com máscara… mas sem elastano. “Eu me encaixo aqui”, deve ter pensado, ao deixar os números para os monólogos.
De “Ladies’ Night” a Cobra Kai: 30 anos dizendo “sim” (mesmo que Hollywood diga “não”)
Três décadas depois, esse cara fez de tudo: desde seduzir como Roco até chutar Cobra Kai. Mas o seu verdadeiro amor continua a ser o teatro, aquele lugar onde os erros não se editam e o suor faz parte do figurino. Depois de nove anos longe dos palcos (sim, quase uma década), ele retorna com “Pela ponta do nariz”, uma comédia onde interpreta um psiquiatra que precisa curar… um presidente eleito que não consegue falar! Você está metaforizando demais, Luis Roberto?
—Por que voltar agora? “Porque percebi que os ‘não’s de Hollywood são como o Tinder: eles machucam, mas no final eles levam você onde você precisa estar.” Ah, e ele também confessa que a terapia o ajuda… embora não seja tão constante quanto sua vontade de agir. “Não sou daqueles que precisa chorar toda terça-feira no sofá, mas às vezes até um ator precisa deixar escapar o que nem seus amigos ouviriam.”
Teatro x Netflix: onde está o verdadeiro drama?
Para Guzmán, o teatro é aquele ginásio emocional onde não há segundas tomadas ou algoritmos que o substituam por um influenciador. “Aqui o ridículo é gratuito e os aplausos… bem, às vezes também.” E embora admita que trabalhar com Roberto Sosa tenha sido “maravilhoso” (que bom, porque senão o trabalho seria um reality show), ele não pode deixar de deixar cair uma pérola sobre os políticos: “O poder corrompe mais do que um bufê à vontade“.
Então, se você quer ver um ator que prefere palcos a trailers, você sabe: o Teatro de Varsóvia espera por você. Claro, sem garantias de que o presidente fictício poderá falar… mas com a plena certeza de que Guzmán dirá o que pensa. #TheaterWithoutFilters.
Gostou dessa história? Compartilhe e descubra mais atores que mudaram o roteiro de suas vidas. 🎭




