Um sábado negro para os grandes de Londres
A Premier League não perdoa. E este fim de semana deixou isso mais claro do que nunca, principalmente na capital. Os dois gigantes, Tottenham e Chelsea, voltaram para casa com o gosto amargo dos pontos perdidos quando mais precisavam deles.
O Tottenham ainda não consegue levantar a cabeça em 2026. São 15 jogos sem vencer no campeonato. Este sábado foi a gota de água: um empate de última hora frente ao Brighton (2-2) que os mantém presos na zona de despromoção.
“Agora é difícil para eles ouvirem minhas palavras, mas se você olhar para os jogadores… acho que podemos vencer cinco jogos consecutivos”, disse o técnico Roberto De Zerbi, tentando manter viva a fé.
Mas a realidade é dura. Com cinco datas para disputar, eles estão apenas um ponto atrás do West Ham e dois da salvação. A permanência, que parecia um direito desde 1978, hoje é uma luta desesperada.
O Chelsea também não conseguiu. Perdeu por 1 a 0 em casa para o Manchester United. Um golo de Matheus Cunha, assistido por Bruno Fernandes, enterrou as já distantes esperanças na Liga dos Campeões.
Os Blues estão em sexto lugar, 10 pontos atrás do United. O investimento milionário dos seus proprietários americanos não se traduz em resultados. A pressão sobre o jovem treinador Liam Rosenior está a aumentar.
“Neste momento, qualquer pequeno erro que cometemos e a bola acaba na nossa rede”, admitiu Rosenior. “Isso tem que mudar.”
Outras notícias de um fim de semana movimentado
- Newcastle também está em crise. As vaias choveram após a terceira derrota consecutiva (2-1 contra o Bournemouth). Eddie Howe está cada vez mais comprometido.
- Brentford empatou pela quinta vez consecutiva (0-0 com o Fulham) e diz adeus aos seus sonhos europeus.
O Leicester, campeão há uma década, está à beira do abismo: vai direto para aterceira divisão* depois de perder em Portsmouth.
- Em contrapartida, o Wrexham do cinema segue seu sonho: já está a apenas dois pontos dos playoffs para ser promovido.
A moral é clara: no Premier ninguém tem posição garantida. Nem os históricos nem os recém-chegados. Todos os sábados o futuro é jogado.




