Chuvas ou negligência: versão oficial da Pemex sobre cinco mortes

Cinco pessoas morrem num incêndio fora da refinaria de Olmeca. A Pemex culpa as chuvas, mas testemunhas relatam vazamento anterior.

Cinco mortos à beira da refinaria estrela

A tragédia ocorreu lá fora. Esse é o primeiro fato que salta à vista. Cinco pessoas, quatro homens e uma mulher que trabalhavam para uma empresa de segurança contratada pela Pemex, perderam a vida fora da cerca perimetral do armazém 1 da refinaria Olmeca, em Dos Bocas.

A versão oficial aponta para um fenômeno natural. Em comunicado, a Pemex explicou que “devido às fortes chuvas… houve estagnação e conseqüente ignição do líquido externo.”. Um acidente climático, segundo esta história.

“A Petróleos Mexicanos (Pemex) confirmou que, devido às fortes chuvas que fizeram transbordar a água oleosa para fora da refinaria de Olmeca, houve estagnação e a subsequente ignição do líquido lá fora.”

Mas outros testemunhos pintam um quadro diferente. Um vazamento de gás foi relatado no início do dia. Quando os trabalhadores se aproximaram em seu veículo, uma faísca incendiou-o. Tentaram fugir, alguns em direção a um canal de água, mas as chamas os alcançaram.

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Memória seletiva de desastres

A Pemex garante que tudo está controlado e não há riscos. Condolências foram expressas. As instalações, dizem, estão operacionais e sem danos.

A pergunta que fica pendurada, mais pesada que a fumaça, é simples: foi só a chuva? Ou esta é mais uma página na longa história de incidentes em que a versão inicial omite convenientemente detalhes importantes? A verdade geralmente está no que não é dito, e desta vez as pessoas morreram bem na linha que separa o interno do externo.

Encontram restos mortais da jornalista Roxana Guzmán; Eles prenderam oito, quatro eram policiais

Oito presos, quatro deles policiais, pelo desaparecimento e morte do comunicador em Nanchital.

A Promotoria de Veracruz confirmou a descoberta dos restos mortais de Roxana Guzmán, jornalista fundadora do Pulso Informativo del Sureste. Ela havia sido privada de liberdade em sua casa em Nanchital há um mês.

Sequestros e prisões

Oito pessoas foram presas, incluindo quatro policiais municipais de Ixhuatlán del Sureste. Segundo o Ministério Público, os agentes forneceram apoio logístico, recursos e alimentos ao grupo criminoso. Os nomes dos capturados: Javier Iván “N” (também conhecido como Delta 1), José del Carmen “N” (Delta 7), Kenia “N” (La Hiena) e Luis Arturo “N” (El Pelón).

Os fatos ocorreram em uma fazenda no município de Moloacán. A mãe de Roxana declarou que os agressores estavam vestidos de policiais e alegou que estavam levando a filha para uma delegacia. Até agora, o Ministério Público não especificou o motivo.

Contexto alarmante

A esta perda, Veracruz soma 34 jornalistas privados de vida. A entidade continua sendo a mais perigosa para o exercício do jornalismo no México. Os oito detidos estão agora à disposição das autoridades judiciárias. A investigação continua para apurar responsabilidades.

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CNDH solicita mudanças na legislação indígena para proteger a cultura

A CNDH apela à inclusão da consulta prévia e à cessação do uso comercial sem autorização.

Proposta da CNDH

A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) apelou ao fortalecimento da proposta de Lei Geral dos Direitos dos Povos Indígenas e Afro-mexicanos. A organização considera que deve garantir uma protecção real do património cultural. Requer também a participação direta das comunidades no processo de consulta promovido pelo governo federal.

O pronunciamento é dado no início do Processo de Consulta Prévia, Livre e Informada. Para a CNDH, esta iniciativa é uma oportunidade para consolidar o marco legal que protege o patrimônio material e imaterial dos povos indígenas. Além disso, procura evitar a sua apropriação indevida ou exploração.

A CNDH lembrou que na sua Recomendação Geral 35/2019 já documentava casos de utilização comercial não autorizada de desenhos, têxteis e expressões culturais indígenas. Isto evidenciou a necessidade de fortalecer os mecanismos legais. Por isso, destacou a importância do reconhecimento da autoria coletiva e dos direitos culturais das comunidades.

Medidas necessárias

A organização também apelou ao fortalecimento do Sistema Nacional de Proteção do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Indígenas e Afro-mexicanas. Solicitou dotá-lo de mais recursos e garantir o funcionamento do seu registo nacional. Insistiu que a lei deve prever o consentimento prévio, livre e informado para qualquer utilização comercial de elementos culturais.

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Tramadol só com receita desde julho

Cofepris reclassifica analgésico opioide para prevenir dependência.

A partir de 14 de julho, o tramadol só será vendido mediante prescrição médica que inclua a licença profissional do médico assistente. A Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) aprovou esta reclassificação com caráter preventivo.

“Esta medida foi implementada com uma abordagem preventiva contra o consumo inadequado deste medicamento opioide, devido ao seu potencial de dependência”, indicou a agência.

O que muda com o novo regulamento?

As farmácias devem selar as receitas, anotar a data e a quantidade abastecida. Registre também cada operação imediatamente nos livros de controle correspondentes. O objetivo é coibir o uso não supervisionado e prevenir a dependência.

Alternativas ao Tramadol

Cofepris destacou que para dores leves a moderadas existem outras opções: ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco e paracetamol. Para dor neuropática, podem ser usados ​​antidepressivos como duloxetina e amitriptilina, ou anticonvulsivantes como gabapentina e pregabalina.

A medida busca equilibrar o acesso ao alívio da dor com a prevenção de riscos à saúde. O tramadol é um opioide com potencial para abuso e sua venda controlada visa reduzir o uso indevido.

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