200 filhotes de tartaruga-de-pente são libertados em Yucatán como parte de um programa histórico

Um marco na preservação de espécies vulneráveis ​​marca o início da época de nidificação na costa de Yucatán.

Primeira eclosão de tartarugas-de-pente em Yucatán marca um recorde em conservação

Especialistas do Acampamento de Tartarugas do Centro de Estudos Tecnológicos do Mar nº 17 (Cetmar), em colaboração com ambientalistas, libertaram 200 filhotes de tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), correspondentes aos primeiros ninhos eclodidos da temporada 2025. Este evento representa um avanço significativo nos esforços de preservação desta espécie ameaçada e crítica de extinção, de acordo com a Lista Vermelha da IUCN.

Detalhes técnicos do programa de proteção

Carlos León Alemán, coordenador do projeto, explicou que os exemplares liberados provêm de dois dos 137 ninhos identificados (87 nas instalações do Cetmar e 50 nas praias naturais de Progreso), que abrigam aproximadamente 15.000 ovos no total. Este número constitui um recorde histórico para a região, superando os recordes dos anos anteriores.

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O processo segue rigorosamente a NOM-162-SEMARNAT-2012, normativa que estabelece protocolos científicos para o manejo de quelônios marinhos. “Apenas 1% dos filhotes atingirão a maturidade devido a predadores naturais e fatores ambientais”, explicou León Alemán. “Os sobreviventes exibirão filopatria, retornando décadas depois a essas mesmas praias para desovar.”

Participação comunitária e desafios

60% dos ninhos foram relatados por redes de voluntários e cidadãos, evidenciando a importância da colaboração social. No entanto, estima-se que existam ninhos não localizados ao longo dos 25 km de costa em Progreso. As autoridades fizeram um apelo urgente para:

  • Evite o tráfego de veículos nas áreas de nidificação
  • Relate avistamentos ao 911 Environmental
  • Mantenha distâncias mínimas de 10 metros durante as observações

Este programa faz parte de uma estratégia abrangente que inclui monitoramento por satélite e alianças com instituições como a Universidade Autônoma de Yucatán para estudos genéticos. Os dados recolhidos permitirão otimizar as taxas de sobrevivência através da identificação de corredores biológicos críticos.

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México recupera 17 mil peças arqueológicas do exterior

O ritmo das repatriações excede em dez vezes o do mandato de seis anos de Peña Nieto.

Registro de repatriação e reabertura de museu

A presidente Claudia Sheinbaum destacou que as peças arqueológicas recuperadas no exterior estão sendo devolvidas às suas comunidades de origem. Segundo o INAH, no âmbito da política externa federal foram recuperados 17.878 bens culturais, dos quais 3.716 correspondem à atual administração.

A secretária da Cultura, Claudia Curiel de Icaza, destacou que a restituição é feita em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores por meio de alianças internacionais.

O diretor do INAH, Joel Omar Vázquez Herrera, explicou que a taxa de repatriações supera em dez vezes a registrada no mandato de seis anos de Enrique Peña Nieto e em 68 por cento a realizada sob Felipe Calderón. De 2024 até hoje, os países que mais devolveram objetos são os Estados Unidos (3.369 peças), seguidos de Itália, Canadá, França e Espanha.

Como parte do fortalecimento do patrimônio, o Museu de Teotihuacán Grandeza reabriu suas portas depois de duas décadas fechado. O investimento foi de 7 milhões de pesos para restauração arquitetônica e museológica. Exibe 174 peças – 80% nunca mostradas antes – e recebeu mais de 25 mil visitantes desde junho.

Por fim, a Subsecretária de Desenvolvimento Cultural, Marina Núñez Bespalova, apresentou o projeto “Oficina Original”, que capacitará artesãos para venderem suas obras no Complexo Cultural Los Pinos a partir de novembro, sob um tabulador de comércio justo desenhado pelas comunidades.

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Exposição revela os segredos do jogo de bola mexicano

Uma olhada no jogo de bola que uniu a nobreza mexicana.

O campo como espaço social

O Museu Templo Mayor apresenta uma exposição temporária que revela novos dados sobre o tlachtli, quadra onde a nobreza mexicana jogava bola. Foram reunidas mais de uma centena de peças arqueológicas e etnográficas, a maioria recuperadas de Teotlachco, o “jogo de bola dos deuses”, após um século de escavações.

Os arqueólogos Eduardo Matos Moctezuma, Raúl Barrera Rodríguez e Lorena Vázquez Vallín ficaram a cargo da curadoria. Eles apontaram que esta prática adquiriu uma nuance ligada à guerra e ao sacrifício durante o Pós-Clássico Tardio.

O espaço restaurado está localizado na Rua Guatemala, no Centro Histórico da Cidade do México. A sua recuperação tem sido um esforço geracional: desde as descobertas no século XX até à fiscalização da construção em 2014.

Peças de valor excepcional

Entre os objetos mais relevantes estão duas bolas de borracha do sítio olmeca El Manatí, Veracruz. São considerados os mais antigos do mundo, com 3.700 anos. São expostos em cápsulas especiais para conservação.

A exposição inclui referências comparativas com Tula e exemplos de continuidade desta tradição em Michoacán e Chihuahua. Estará aberto até setembro de 2026.

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Eles pedem proteção aos diaristas no Canadá após reclamações

O Congresso insta a proteger os diaristas mexicanos no Canadá contra abusos.

Congresso pede ação contra abusos de diaristas no Canadá

A Comissão Permanente do Congresso da União instou os Secretários de Relações Exteriores e do Trabalho a reverem as condições dos trabalhadores agrícolas mexicanos no Canadá. As denúncias indicam abusos, exploração laboral e condições extremas de trabalho.

O ponto de acordo, distribuído a ambas as agências, pede o fortalecimento da divulgação e promoção dos direitos de quem participa do Programa de Trabalhadores Temporários Estrangeiros (PTAT).

“Diversas organizações internacionais, organizações da sociedade civil e testemunhos diretos demonstraram que o referido programa, na sua atual concepção e funcionamento, reproduz condições estruturais que violam os direitos humanos e laborais dos participantes”, afirma o documento.

Dependência e isolamento

A maioria trabalha em áreas rurais remotas, sem transporte público. O acesso a compras, saúde ou comunicação depende do empregador. Isto limita a sua liberdade de circulação e dificulta o contacto com consulados ou apoio jurídico, gerando isolamento geográfico e dependência diária.

Senadores e deputados de todos os partidos concordaram: “Sem mecanismos binacionais vinculativos, os atos de abuso continuam num contexto de impunidade”.

Magnitude do programa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que o PTAT passou de 203 trabalhadores em 1974 para mais de 145 mil colocados entre 2019 e junho de 2024. O número reflete o impacto social do programa, mas também a urgência do reforço da proteção e fiscalização consular.

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