Quando a diplomacia se torna um jogo de “ele disse, ela disse” (mas com ternos caros)
Ah, a Secretaria de Relações Exteriores (SRE), aquele órgão que normalmente brilha pela discrição, saiu hoje para desmentir uma nota da Reuters que, segundo eles, cheira mais a ficção do que a jornalismo. O tema? Que aparentemente os Estados Unidos andam por aí com os modos de um bandido de bairro, exigindo que o México investigue, processe e – porque não – embrulhe em fitas os políticos locais com supostas ligações ao crime organizado para os enviar como presente para o norte. Que detalhe!
Negações, esclarecimentos e um pouco de teatro diplomático
O chanceler Juan Ramón de la Fuente, em um esforço para parecer mais convincente do que um político que promete internet gratuita, garantiu que as conversas com o Departamento de Estado foram tão transparentes quanto um copo de… água turva. “Absolutamente falso”, disse o SRE sobre as acusações, porque é claro que, na diplomacia, quando algo é muito específico, geralmente é mentira. Claro, eles admitiram que falam de segurança, mas sempre respeitando a soberania (leia-se: “não nos diga o que fazer”).
Enquanto isso, a embaixada dos EUA no México, num gesto que varia entre o apoio genuíno e o “sim, sim, o que quer que digam”, apoiou a posição do SRE nas redes sociais. Coordenação ou salvamento? Você decide.
Mas a Reuters, aquela agência que insiste no contrário, citou fontes anônimas (porque nessas questões ninguém quer mostrar a cara) que afirmam que o governo de Donald Trump —sim, o mesmo que tuitava às 3 da manhã— está pressionando o México a fazer uma limpeza política. Razão? Se houver acusações criminais nos EUA, é melhor que o acusado vá para lá… como se o México não tivesse problemas suficientes com o seu próprio sistema judicial.
Em resumo: um dia normal nas relações bilaterais, onde as negações são mais comuns que os acordos e tudo cheira a operação de imagem. Quem disse que a diplomacia não é divertida?
Você está intrigado com o jogo duplo da política internacional? Compartilhe este artigo e descubra mais notícias com sabor de sarcasmo em nossa seção de assuntos atuais. Porque rir dos absurdos do poder é quase um dever do cidadão!




