O fim da manifestação (ou como 257 votos decidiram o destino de Oaxaca)
Depois de 17 dias de bloqueios, faixas e memes espontâneos (porque até os protestos têm seu lado viral), a Seção 22 do SNTE finalmente baixou o microfone. O veredicto? Uma votação mais acirrada que o jeans nos anos 2000: 5.555 votos a favor do fim da greve contra 5.298 que queriam continuar criando o caos. Sim, apenas 257 votos separaram o “pare-o agora” do “siga-o, isso está ficando bom”.
A repartição: quando as regiões falam (e não concordam)
Enquanto os Vales Centrais votaram como se estivessem em um comício político (2.071 a favor da greve contra 1.614 contra), o Istmo e Tuxtepec disseram que “já foi tranquilo” com números claros: 973 e 820 votos contra, respectivamente. Parece que alguns já tinham reservas no All Inclusive e não queriam perdê-las.
O objetivo original da CNTE – derrubar o sistema de pensões “neoliberal” como se fosse um tiro certeiro em Fornite – não foi alcançado. Embora tenham bloqueado estradas, o Aeroporto Benito Juárez (sim, aquele que está sempre no olho do furacão) e até mesmo tido mesas de diálogo com o SEGOB, o SEP e o SHCP (siglas que soam como senhas de Wi-Fi), no final o governo federal foi tão complacente.
Agora, os delegados da Assembleia Representativa Nacional (ANR) terão que digerir estes resultados e decidir o que vem a seguir. Outra rodada? Uma trégua? Ou apenas um “vamos experimentar” e tomar um café? A verdade é que, por enquanto, as salas de aula em Oaxaca estarão novamente lotadas… pelo menos até a próxima assembleia.
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