Um grito por justiça que ressoa no silêncio
Num cenário onde o desespero e a impunidade se entrelaçam como sombras amaldiçoadas, o Comité das Nações Unidas levantou a sua voz desde Genebra para denunciar o abandono sofrido pelos migrantes em terras mexicanas. E o mundo deve ouvir isso!
Com a frieza de um carrasco, a organização internacional expôs como o Estado mexicano falhou miseravelmente em garantir a verdade, a justiça e a reparação às famílias das vítimas de desaparecimentos forçados e massacres que mancham a história recente. Sim, os mesmos que sempre abalaram o país!
A lista de horrores que nunca acaba
Das sepulturas clandestinas de San Fernando ao incêndio em Ciudad Juárez que consumiu 40 vidas inocentes, o Comitê listou uma litania de crimes que permanecem na escuridão. A resposta do governo? Silêncio cúmplice! Nem mesmo o Procurador-Geral ou o Instituto Nacional de Migrações se dignaram a comparecer perante o tribunal internacional.
“É uma zombaria da humanidade!” qualquer um poderia gritar ao saber que, dos 38 assassinos condenados pelos massacres dos Zetas, nenhum pagou pelos sequestros, tortura ou homicídios! Apenas por portar armas, como se isso bastasse para acalmar a dor das famílias.
E enquanto a Guarda Nacional continua a semear o terror com balas assassinas, como no caso do cubano Cristóbal Cobreiro, os números oficiais revelam uma verdade terrível: apenas 53 sentenças em seis anos, e apenas 15 por desaparecimentos forçados! Onde está a justiça para quem atravessa o inferno em busca de um sonho?
O relator Pablo Ceriani não poderia ser mais claro: a militarização das fronteiras é um fracasso sangrento. Mas o México insiste em repetir os mesmos erros, enquanto as vítimas continuam à espera de respostas que nunca chegam.
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