A longa espera: migrantes caminham desde Tapachula por procedimentos eternos

Centenas de pessoas iniciam uma marcha a partir da fronteira sul para denunciar a lentidão burocrática que os mantém retidos.

O sul os prendeu

Cerca de quinhentas pessoas pisaram no asfalto esta semana. Não foi uma caminhada. Foi um grito coletivo contra a máquina burocrática que os paralisou em Tapachula, Chiapas. Eles partiram à noite, carregados de frustração e esperança de chegar a algum lugar onde pudessem trabalhar.

A cena é familiar, mas o roteiro mudou. Já não olham para norte com a mesma intensidade. Agora procuram mudar-se dentro do México, convencidos de que há mais oportunidades aqui do que naquele limbo fronteiriço onde o tempo parece ter parado.

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Um sentimento compartilhado: a armadilha

A denúncia é unânime e corta como uma faca: os procedimentos não avançam. Sem documentos, estão condenados à imobilidade. Joandri Velázquez, um migrante cubano, resume tudo com uma palavra poderosa:

“Nos sentimos presos em Tapachula.”

Essa sensação de confinamento legal é a força motriz da caminhada. Não podem avançar, não podem regularizar, não podem construir. É como estar suspenso no ar, vendo os dias passarem sem conseguir dar um único passo firme em direção a uma vida estável.

O que chamou a atenção desta vez foi o acompanhamento. Elementos da Guarda Nacional e do Instituto Nacional de Imigração acompanharam a marcha sem interferir. Um gesto que alguns poderiam interpretar como contenção, outros como simples vigilância.

Estas mobilizações já fazem parte da paisagem sulista, embora ultimamente sejam menores e mais breves. Mas cada um conta a mesma história: a de um sistema saturado que transforma pessoas com sonhos e impulsos em espectadoras de suas próprias vidas.

Enquanto isso, Tapachula continua sendo aquela cidade funil onde se acumulam histórias e esperas. Alguns chegam deportados dos Estados Unidos; outros tentam há meses obter permissão para continuar seu caminho. Todos eles compartilham o mesmo relógio parado.

A caminhada é, no final das contas, um puro ato político. Ele está movendo seu corpo quando o sistema lhe diz para ficar parado. É reivindicar o direito básico de ter um destino.

Sheinbaum anuncia alerta telefônico para chuvas de El Niño

Governo federal ativa alerta telefônico devido às chuvas intensas causadas pelo El Niño. Coordenação com 32 estados.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que em aproximadamente dois meses um sistema de alerta telefônico estará pronto para avisar a população sobre fenômenos meteorológicos. A medida faz parte das ações preventivas contra as chuvas intensas que o fenômeno El Niño trará.

“O objetivo é que em cerca de dois meses tenhamos o alerta telefônico pronto para que todas as pessoas, todos os mexicanos, possam ser informados”, afirmou durante a conferência matinal.

O sistema é desenvolvido em coordenação com a Agência de Transformação Digital e Telecomunicações, a Coordenação Nacional de Proteção Civil e o Serviço Meteorológico Nacional.

Riscos do fenômeno climático

Fabián Vázquez Romaña, coordenador do SMN, explicou que o El Niño – uma interação entre as temperaturas atmosféricas e oceânicas que se repete a cada dois a sete anos – tem 63% de probabilidade de ser muito intenso. O pico mais alto deverá ocorrer em dezembro deste ano e continuar até 2025.

As consequências incluem chuvas mais fortes no norte do país no final do ano, uma maior probabilidade de ciclones intensos e uma possível seca no centro durante o próximo ano. “Se os ciclones vão atingir a costa ou não, só poderemos saber alguns dias antes”, alertou.

Ações no território

Laura Velázquez, chefe da Proteção Civil, explicou que os Postos de Comando estão instalados nos 17 estados costeiros. Até o momento são 11 formados; o restante será concluído na próxima semana. Além disso, são realizados desassoreamento de rios e barragens, abertura de canais e colocação de barreiras.

A agência mantém mapas atualizados, monitora abrigos e distribui equipes por todo o país para atender a população. A coordenação inclui os 32 estados, gabinetes jurídicos e ampliados e a Comissão Nacional de Águas.

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Tribunal analisa se decreto sobre Frida Kahlo viola propriedade privada

O SCJN irá analisar se o decreto de 1984 que protege as obras de Kahlo é constitucional.

O SCJN analisa o decreto que protege Frida Kahlo

A Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) analisará a legalidade do decreto presidencial de 1984 que impede a exportação definitiva de obras de Frida Kahlo. O plenário admitiu liminar do banco Ve por Más, dono do óleo Autorretrato com medalhão, pintado em 1948. A disputa opõe a proteção do patrimônio cultural ao direito de propriedade privada.

O magistrado Giovanni Azael Figueroa promoveu o caso para apurar se as restrições ultrapassam as atribuições do Executivo. O Tribunal determinará se o decreto é constitucional.

Antecedentes: a coleção Gelman

A resenha ocorre em meio ao debate sobre a coleção Gelman, que reúne 11 obras de Kahlo emprestadas ao Banco Santander. A resolução do Tribunal estabelecerá limites para futuras disputas sobre bens culturais.

A decisão será fundamental para definir até que ponto o Estado pode intervir na titularidade de obras consideradas património nacional.

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IMSS e Fonacot atualizam acordo para melhorar serviços aos trabalhadores

IMSS e Fonacot renovam a sua aliança até 2030 para agilizar procedimentos e proteger os direitos laborais.

Aliança estratégica para direitos trabalhistas

O Instituto Mexicano de Seguridade Social (IMSS) e o Fundo Nacional para o Consumo dos Trabalhadores (Fonacot) assinaram um acordo de colaboração que atualiza o intercâmbio de informações e serviços. O objetivo: responder às atuais necessidades operacionais, tecnológicas e regulatórias de ambas as agências.

O acordo foi assinado por Wendolyne Retana Alarcón, diretora geral da Fonacot, e Luisa Obrador Garrido Cuesta, diretora de Incorporação e Arrecadação do IMSS. Será válido até 30 de setembro de 2030, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos.

A relação entre as duas instituições remonta a 2007. Desde então, mantêm um fluxo constante de dados para facilitar procedimentos e garantir melhores condições de crédito e segurança social aos trabalhadores.

Com esta atualização, pretende-se agilizar processos, reduzir tempos de resposta e reforçar a proteção dos direitos dos trabalhadores formais do país.

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