Os números não mentem, mas a cesta básica dói
O Inegi acaba de divulgar os dados de fevereiro e as coisas parecem feias. A inflação anual atingiu 4,02%, claramente acima da meta do Banco do México. A mensagem mensal foi de 0,50%. Não são números abstratos: são um reflexo do que você paga cada vez que vai ao supermercado.
Segundo Inegi, “o aumento é observado tanto nos preços dos bens como dos serviços”.
Onde isso está atingindo mais fortemente?
Veja, a inflação subjacente – aquela que mede a tendência subjacente – já está em 4,50%. Mas o que é realmente interessante é ver os itens específicos. Alimentos, bebidas e tabaco aumentaram 6,20%. Serviços educacionais, 6,04%. Isto é, os bens básicos para a vida e os essenciais para o futuro estão a tornar-se mais caros a um ritmo alarmante.
Isto não é um “golpe no balde”. A pressão inflacionária é ampla e persistente. Cada ponto percentual representa menos poder de compra no seu bolso. Menor capacidade de planejar as despesas do mês.
Agora é hora de ver o que o Banxico faz. Manter a estabilidade de preços é o seu principal mandato, mas com estes dados sobre a mesa, as próximas decisões de política monetária estarão sob uma lupa gigante. A credibilidade do seu objectivo de 3% está em jogo.




