O conselho esportivo global, em modo de pausa forçada
O conflito crescente no Médio Oriente não é apenas uma manchete política. É uma realidade que está a congelar os calendários de Messi, Cristiano Ronaldo e Lewis Hamilton. Os ataques do fim de semana dispararam todos os alarmes nas organizações.
Os cancelamentos já são um fato. O Catar suspendeu todos os seus jogos de futebol sem data de retorno. E o tempo está passando para decisões cruciais.
“Estamos monitorando e avaliando cuidadosamente o desenvolvimento da situação”, informou a CONMEBOL à Associated Press sobre a Finalíssima de 27 de março entre Espanha e Argentina.
Essa partida foi mais uma oportunidade de ouro para Messi. Agora é um mistério. O mesmo vale para o amistoso da Argentina contra o Catar marcado para o final do mês.
F1 e futebol, sob pressão máxima
A mecânica da Fórmula 1 colide com a imprevisibilidade da guerra. Eles têm corridas no Bahrein e na Arábia Saudita no mês que vem, mas o transporte aéreo de pessoal e material começa com semanas de antecedência.
A FIA, órgão dirigente, já lançou a sua prioridade: “segurança e bem-estar”. Enquanto isso, o Al Nassr, time saudita de Cristiano Ronaldo, já sofre cancelamentos na Liga dos Campeões da Ásia.
O tênis e o golfe deram um suspiro de alívio por enquanto – seus passeios pela região acabaram de terminar. Mas outros não têm tanta sorte.
“Não se pode esperar que olhemos para a Copa do Mundo com esperança”, declarou Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol.
O Irã deve enviar sua seleção aos Estados Unidos para a Copa do Mundo daqui a pouco mais de três meses. Sua participação é outra grande questão em cima da mesa.
O verdadeiro desafio: mover-se com segurança
Mesmo que os eventos não sejam cancelados, como os atletas chegam lá? Daniil Medvedev e outros tenistas ficam presos em Dubai depois de um torneio, à espera de um voo que lhes permita chegar a Indian Wells.
As Paraolimpíadas de Inverno que começam nesta sexta-feira na Itália também enfrentam obstáculos logísticos para algumas equipes. O Comitê Paralímpico Internacional confirmou que está ajudando nas transferências.
Jogadores de críquete, jogadores de basquete e até turistas compartilham o mesmo problema. E o pessoal da F1 busca rotas alternativas para evitar a região rumo ao Grande Prêmio da Austrália.
A influência económica e logística do Médio Oriente no desporto é hoje mais evidente do que nunca. Países como a Arábia Saudita e o Qatar não são apenas locais; São pilares financeiros do ecossistema global. Quando essa região vacila, todo o mundo do desporto sente o tremor.




