Adeus aos corantes artificiais, olá aos corantes que parecem uma playlist indie
Parece que o FDA finalmente se recompôs (ou melhor, suas algas) e decidiu que nossos alimentos merecem coisa melhor do que aqueles corantes artificiais que parecem ter vindo de um laboratório de Breaking Bad. Nesta sexta-feira, os reguladores deram luz verde para três novos aditivos de cor tão naturais que até mesmo influenciadores veganos aprovariam: extrato de galdieria azul (também conhecido como “o azul das algas”), fosfato de cálcio (um mineral branco que soa como um suplemento de ginástica) e extrato de campânula (sim, literalmente flores secas moendo a vida).
Do iogurte ao frango: o arco-íris natural chega à sua mesa
Esses corantes não são apenas bonitos, mas também versáteis como influenciadores de vários nichos. O FDA os aprovou para uso em alimentos que vão desde iogurte (para que o rosa não seja apenas morango quimicamente aprimorado) até… frango pronto para comer! Porque que melhor maneira de saborear o seu peito do que com um toque de campainha? (Relaxe, estou brincando… ou não). Segundo as autoridades, isto “amplia a paleta de cores naturais”, o que em Christian significa que agora as empresas poderão tingir os seus lanches sem soar o alarme dos pais ecológicos.
A ironia: enquanto a indústria comemora, o FDA continua a arrastar os pés para eliminar os corantes à base de petróleo, aqueles que colorem tudo, desde cereais até bebidas esportivas (sim, aquele Gatorade fluorescente não é exatamente um presente da natureza). Claro, insistem que os corantes aprovados são seguros, embora alguns estudos sugiram que podem estar relacionados com a hiperatividade em crianças. Mas ei, pelo menos agora o azul do seu smoothie vem de algas e não de um derivado do petróleo bruto. #SmallAdvances.
O fato estranho: o extrato de campânula não é novo; É usado em cosméticos e têxteis, mas agora seus M&M’s poderiam ter um toque mais de “jardim botânico”. Só não espere que sua comida pareça um unicórnio: esses corantes são sutis, não mágicos (por enquanto).
Por que isso é importante? Porque cada vez mais consumidores leem os rótulos como se fossem contratos do Tinder (“deslize para a esquerda” para ver ingredientes impronunciáveis). E embora o FDA continue defendendo que os corantes artificiais não são o diabo, a tendência é clara: o natural vende, mesmo que esteja apenas no rótulo.
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