O sistema de justiça mexicano decide que a família vem em primeiro lugar
Em uma reviravolta que ninguém esperava (bem, talvez sim, mas vamos fingir surpresa), a Procuradoria-Geral conseguiu o que muitos consideram um presente de Natal um pouco atrasado: o link para o processo de Mario Lindoro Elenes e Mario Alfredo Lindoro Navidad. Suas credenciais? Nada de especial, apenas ser sogro e cunhado de Iván Archivaldo Guzmán Salazar, aquele jovem empresário familiar responsável pelo negócio “Los Chapitos”. Porque, claro, nas dinastias do tráfico de drogas, as reuniões familiares não são para troca de receitas, mas para operações com recursos de origem ilícita. Eles foram presos em Jalisco pouco antes da véspera de Natal, demonstrando que, para as autoridades, a época de “dar e receber” também se aplica à detenção preventiva não oficial.
Um juiz, provavelmente no espírito natalino do “olho por olho”, confirmou que seu lugar ideal para refletir não era a mesa da família, mas sim uma cela. O Ministério Público Federal do Ministério Público Especializado no Crime Organizado apresentou provas suficientes, o que nos faz pensar: seriam as notas fiscais das compras de Natal? Não exatamente. Papai Lindoro é acusado de simples porte de cloridrato de metanfetamina (lanche perigoso), porte de arma de fogo (caso as visitas sejam muito pesadas) e, claro, de administrar as finanças da família. Para o filho, Mário Alfredo, acrescentaram um toque de fentanil à acusação, porque nesta família acreditam claramente na diversificação de produtos.
Uma raid de Natal com todos os extras
A operação foi uma colaboração exemplar: o Gabinete de Segurança, o SSPC e o Secretário de Defesa Nacional trabalharam lado a lado para garantir que estes senhores não passassem o Ano Novo em casa. Desde 25 de dezembro seu endereço é o prisão federal de Puente Grande. Sua defesa, com fé inabalável na magia legal, pediu mais tempo para “reunir provas a seu favor”. Imagina-se a busca frenética por uma testemunha que jura que os sete sacos de droga eram na verdade farinha de rei. Mas não funcionou. Nesta terça-feira, 30, o juiz decidiu que, de fato, vinculá-los ao processo foi uma ótima ideia.
E o que foi apreendido durante esta peculiar visita domiciliar em Zapopan? Ah, apenas os bens típicos de qualquer cidadão comum: sete sacos de drogas, quatro revólveres, munições, duas picapes, um veículo de última geração (porque luxo é *obrigatório*), uma motocicleta, telefones e dinheiro. Nada fora do comum, uau. A FGR, num ato de generosidade, concedeu-lhes três meses de investigação complementar. Tempo suficiente para que os investigadores tentem decifrar a contabilidade criativa destes supostos operadores financeiros do cartel.
Em suma, enquanto você guardava as decorações, o Estado mexicano embalava dois novos inquilinos para o sistema penitenciário federal. Uma lição valiosa: se você se casar com um Guzmán, certifique-se de que o contrato pré-nupcial inclua disposições para defesa legal em série. O combate ao tráfico de drogas avança, às vezes, capturando não só os peixes grandes, mas também os sogros que guardam suas carteiras.
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