A carne mexicana busca novos amores após ser rejeitada pelos EUA.

A indústria busca novos destinos depois de uma praga, apostando em certificações exóticas e tecnologia para salvar suas vendas no exterior.

Quando um verme corta sua torneira, é hora de procurar namorados ricos em outros continentes

Parece o roteiro de uma novela pecuária: o caso de amor comercial de uma vida inteira com os Estados Unidos é interrompido por um terceiro em disputa, uma bicheira insignificante, mas irritante. A reação da indústria mexicana de carne? Não se trata de resolver o problema com o vizinho, mas sim, num acesso de sofisticação global, começar a flertar com metade do mundo. Acontece que, de repente, a Associação Nacional dos Estabelecimentos do Tipo de Inspeção Federal (ANETIF) descobriu que existem outros países além da fronteira norte. Uma revelação, sem dúvida.

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O presidente da organização, Alonso Fernández Flores, com a serenidade de um estrategista que descobriu o mapa mundial, nos esclarece ao anunciar que vão “diversificar as exportações”. Tradução: como não podemos vender as vacas em pé aos gringos, venderemos os filés embalados a quem pagar. Um golpe de mestre que ninguém havia pensado antes, claramente.

O tour da carne no Oriente: do sushi ao cordeiro halal

E quem são esses novos pretendentes? Bem, nada menos do que as economias mais poderosas da Ásia e os xeques do mundo árabe. Fernández Flores divulga números como se fossem cartas de pôquer de alto nível: O Japão compra 142.524 toneladas, a Coreia do Sul 13.754 e o Canadá 12.333. É de se perguntar se o Canadá é considerado um “novo mercado” ou se é simplesmente o primo a quem algo sempre é vendido por compromisso.

Mas a joia da coroa é a certificação halal. Ah, o abençoado selo halal. A chave mágica que subitamente abre as portas dos mercados de maioria muçulmana. Quase podemos imaginar os executivos do setor pecuário fazendo um curso rápido sobre os requisitos para que uma vaca seja religiosa e politicamente correta. As exportações agroalimentares para esta região atingiram 223 milhões de dólares em 2023. Um número que, sem dúvida, fará com que mais de um empresário aprenda a dizer “inshallah” com esperança.

E não satisfeitos com o halal, também mencionam o mercado kosher, avaliado em 93 bilhões de dólares. Estamos testemunhando o renascimento espiritual da indústria mexicana de carne? Os mercados de pulgas se tornarão centros de ecumenismo gastronômico? O próprio Fernández Flores, talvez contagiado por este fervor, acrescenta que o mercado global de carne halal ronda os 253,9 mil milhões de dólares. Com esses números, qualquer um se tornaria um devoto.

O cume da sustentabilidade (e a ironia)

Para coroar esta busca épica por novos horizontes, a ANETIF realizará sua sétima Cúpula da Indústria Alimentar TIF. O tema: “Sustentabilidade e Inteligência Artificial: chaves para o futuro da indústria da carne”. Porque que melhor maneira de demonstrar sustentabilidade do que enviar carne de avião ou navio para o outro lado do mundo? A pegada de carbono deveria ser apenas um detalhe cosmético. E quanto à inteligência artificial, sem dúvida será de grande ajuda no cálculo da rota mais eficiente para um bife viajar de Sonora a Dubai.

Enquanto isso, na dura realidade, os dados do Agricultural Market Consulting Group (GCMA) pintam um quadro menos festivo. As exportações totais de carnes (bovina, suína e de frango) caíram 6% em volume, embora, numa demonstração de otimismo contábil, tenham aumentado 2,6% em valor. Ou seja, vendemos menos, mas mais caro. Uma estratégia tão antiga quanto a troca. Para piorar a situação, as importações de carne cresceram 8,7% em volume e 24,5% em valor. É isso mesmo: enquanto tentamos conquistar paladares exóticos no exterior, nós mesmos compramos mais carne do exterior. Uma fascinante dança proteica onde ninguém sabe realmente quem está vendendo para quem.

Fernández Flores, com a elegância de um toureiro evitando uma estatística incómoda, prefere lembrar que no primeiro semestre de 2025 foram exportadas mais de 351 mil toneladas de carne e derivados. O que não especifica é quantos deles foram devolvidos por um bicheiro disfarçado de turista.

Em última análise, o futuro da carne mexicana parece depender da sua capacidade de se tornar mais internacional, mais tecnológica e, acima de tudo, mais certificada. Quem diria que o destino de um bife dependeria de um algoritmo e de um ímã ao seu lado.

Você acha que esta estratégia global funcionará ou é um brinde ao sol? Compartilhe esta deliciosa ironia da carne em suas redes sociais e explore mais análises sobre os altos e baixos da nossa economia.

INEHRM torna-se centro de investigação e ensino

O INEHRM é transformado em centro de pesquisa e ensino sob a nova secretaria.

Transformação do INEHRM

A presidente Claudia Sheinbaum assinou o decreto que transfere o Instituto Nacional de Estudos Históricos das Revoluções do México (INEHRM) para a Secretaria de Ciência, Humanidades, Tecnologia e Inovação (SECIHTI). O instituto passa a ser um órgão público descentralizado com foco acadêmico.

Rosaura Ruiz Gutiérrez, chefe da SECIHTI, explicou que o novo esquema irá formar especialistas em história para fortalecer as capacidades nacionais em ciências sociais e humanas.

Felipe Arturo Ávila Espinosa, diretor do INEHRM, explicou que os planos de estudos vincularão o conhecimento histórico aos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais do país, e atenderão às necessidades da Administração Pública Federal.

Oferta educacional híbrida

A oferta incluirá licenciaturas em História, Ciências Sociais e Humanas, e Administração Pública e Bom Governo. Na pós-graduação, serão acrescentados mestrados em Humanismo Mexicano, Estudos de Gênero e Feminismo e Movimentos Sociais e Resgate da Memória Histórica. Haverá também especialidades em Comunicação Política e Ensino de História.

Os graduados cobrirão temas como agrarianismo, saúde, migração, inteligência artificial, violência e direitos humanos.

Sede e chamada

A nova sede ficará na Rua Guatemala 80, Centro Histórico da Cidade do México. O primeiro edital será lançado em julho e as aulas terão início em setembro.

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Ministério Público concede medidas de proteção a vítima de violência familiar

A Promotoria de Morelos emitiu medidas de proteção após denúncia de violência familiar contra o ex-diretor da Pemex.

A Procuradoria Geral de Morelos ativou medidas de proteção a favor de Felicia Jiménez Lavie, que apresentou queixa por violência familiar contra seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. A informação foi relatada pelo promotor Fernando Blumenkron Escobar.

As medidas, explicou o responsável, estarão disponíveis quando a vítima as exigir. A denúncia foi apresentada na Cidade do México e a Secretaria da Mulher do Governo do México acompanha diretamente o caso.

Investigação em andamento

Até agora, Jiménez Lavie não se dirigiu ao Ministério Público local para contribuir com mais elementos para a pasta da investigação. A ação foi iniciada ex officio na última sexta-feira, 26 de junho, após a divulgação de um vídeo com imagens de agressões contra a mulher.

Blumenkron garantiu que o portfólio continua sua integração. “O processo não parou e vamos continuar a garantir justiça à vítima”, afirmou. Além disso, indicou que há articulação com a Secretaria da Mulher e o Ministério Público da capital, na rota de atendimento às vítimas de violência familiar.

Dentre as ações realizadas, a Promotoria de Morelos busca localizar o endereço onde ocorreu a agressão física, para realizar laudos periciais de acordo com as imagens do vídeo veiculado pela própria vítima.

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Trump não estende T-MEC: México enfrenta revisão anual

EUA rejeitam extensão automática do T-MEC; a validade é reduzida para 10 anos com revisão anual.

Rejeição de extensão automática

Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) por 16 anos. Isto reduz a sua validade para uma década com uma revisão anual. A medida gerou preocupação entre os legisladores mexicanos.

Ricardo Monreal, coordenador do Morena em San Lázaro, explicou que o tratado permanece em vigor por mais 10 anos, mas sujeito a avaliação a cada ano. Ele observou que os Estados Unidos apresentaram 54 observações, incluindo questões como a toninha-vaquita e a pirataria. O México, por sua vez, levantou 13 pontos, incluindo a cláusula 232 sobre tarifas.

“Só que será revisto ano após ano, mas o Tratado não está concluído, continua por mais 10 anos porque foi assim que foi assinado há seis anos”, declarou Monreal.

O legislador alertou que Donald Trump tem sido um crítico constante do USMCA e apelou à consideração dos benefícios que trouxe às três nações.

Reações da oposição

Héctor Saúl Téllez, vice-coordenador económico do PAN, considerou que a posição dos EUA demonstra falta de antecipação estratégica por parte do governo federal.

“A decisão dos EUA de não prorrogar automaticamente o USMCA por 16 anos na revisão de hoje não é o fim do tratado, mas revela uma falta de antecipação estratégica por parte do governo federal”, afirmou.

Téllez lembrou que o artigo 34.7 do acordo era conhecido desde 2018. Chegar a 1º de julho sem uma prorrogação limpa representa um risco que, segundo ele, deveria ter sido evitado.

A revisão anual permitirá ajustamentos, mas persiste a incerteza sobre o futuro do comércio regional. O México e o Canadá procurarão manter a estabilidade do acordo durante os próximos dez anos.

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