Uma passagem histórica que divide águas
As comissões de Pontos Constitucionais e Trabalhistas da Câmara dos Deputados acabam de dar o primeiro sim. Eles aprovaram a decisão de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Não será de uma só vez, mas de forma gradual, com a meta traçada em 2030.
Este não é um ajuste simples. Trata-se de modificar o artigo 123 da Constituição. A ideia central é garantir, por lei, dois dias de descanso a cada cinco dias trabalhados. O texto já tem luz verde nas comissões e agora segue para o plenário para discussão final.
O debate por trás da votação
É aqui que o teatro político esquenta. Durante a discussão, os legisladores da oposição colocaram o dedo no ponto sensível. O seu argumento é claro: é necessário um pacote de apoio e incentivos fiscais para as micro, pequenas e médias empresas.
A razão? Evite que esta conquista profissional se torne um pesadelo para o emprego. Temem que o impacto financeiro para estas empresas seja brutal se não existir uma rede de segurança.
Diante deles, a secretária do Trabalho, Marath Bolaños, saiu para defender com unhas e dentes a iniciativa. Sua posição é um roteiro diferente:
“A reforma visa dignificar as condições de trabalho e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores,”
Disse Bolaños, cerrando fileiras em torno do projeto. E divulgou uma informação fundamental para desarmar os críticos: negou categoricamente que a medida iria afetar a produtividade do país.
Agora vem a grande parte. Para que isso seja uma realidade, é necessária a aprovação do plenário da Câmara dos Deputados e depois cruzar o corredor até o Senado. Se conseguir isto, não estaremos a falar de apenas mais uma reforma.
Seria uma das mudanças mais relevantes nos direitos trabalhistas no México em décadas. Uma reviravolta no roteiro que reescreve as regras básicas de trabalho para milhões de pessoas. A cortina sobe para o ato final da sessão plenária.




