Karol G trouxe um sabor latino ao Coachella e não hesitou
O palco principal do festival na Califórnia foi transformado ontem à noite. O que começou como uma caverna pré-histórica com dançarinos cavernícolas acabou sendo uma homenagem total à diversidade musical da América Latina. E tudo, claro, com Karol G como capitã do navio.
A energia começou com “Latina Foreva” e não diminuiu em nenhum momento. Sucessos como “Una Gatita Me Llamado”, “Oki Doki” e “Tá Ok” despertaram um público onde bandeiras latinas tremulavam por toda parte.
“Vou dar a vocês um gostinho da nossa cultura latina”, ela disse com entusiasmo em um momento chave.
Do Wisin ao mariachi: uma viagem por todos os ritmos
O primeiro golpe veio com Mariah Angeliq subindo ao palco para “El Makinon”. Mas a verdadeira reviravolta foi quando as Mariachi Divas de Cindy Shea apareceram.
Foi quando ele perguntou: “Quantas famílias do México há esta noite?” e começou com “Son de la Negra”. O som de trompetes, violinos e guitarras misturadas com batidas urbanas em algo que ninguém no Coachella tinha visto antes.
Depois veio Becky G para uma versão mariachi-pop de “Mamiii”. E como se faltasse alguma coisa, Wisin apareceu para uma nostálgica viagem ao reggaeton clássico com “Pam Pam”, “Mayor que yo” e “Rakata”.
“Esta noite tenho aqui uma lenda do reggaeton e da música urbana…”, gritou Karol G antes de sua entrada.
O encerramento foi uma pura declaração de princípios. Entre “TQG”, “Amargura” e o inevitável “Tusa”, houve espaço para homenagear Gloria Estefan com “Mi tierra”. Mas a mensagem final foi o que realmente ressoou.
“Isto é pela minha comunidade latina. Unidade, resiliência e espírito forte. Tenha orgulho de ser latino”, disse ele antes de encerrar com “Provenza”.
O que poderia ter sido apenas mais um set no Coachella acabou sendo algo muito maior. Karol G não apenas cantou – ele comemorou, afirmou e demonstrou que a música latina não pede mais licença para ocupar os maiores palcos do mundo.




