Uma nova frente nos tribunais
Mais de trezentos juízes e magistrados, eleitos e de carreira, acabam de apresentar a Frente Nacional dos Juízes. Fizeram-no no centro histórico, com a prestação de juramento de um ministro do Tribunal. A mensagem é clara: eles estão se organizando.
O tempo, como sempre, é tudo. Isto surge em meio ao debate sobre a reforma judicial. A ministra Yasmín Esquivel Mossa foi responsável por dar a aprovação oficial ao grupo.
“A Frente nasce da vontade coletiva do Poder Judiciário de recuperar a dignidade institucional por meio de uma justiça humanista, transparente e independente,”
Esquivel disse durante o evento. Palavras bonitas. “Humanista” é o principal adjetivo do discurso oficial neste mandato de seis anos. Aproveitou também para solicitar ao INE que adiasse as próximas eleições judiciais, marcadas para 2027. Curioso.
Unidade como escudo
O argumento central é a força que a união dá. Segundo o ministro, um Judiciário unido enfrenta melhor os ‘desafios’ da reforma e defende a sua independência. Parece um discurso preparado para quando as mudanças vierem.
A juíza Elizabeth Trejo Galán, integrante do conselho, fez eco ao apelo à unidade para “mudanças profundas”. Enquanto isso, Celia Maya García, do Tribunal Judicial Disciplinar, veio esclarecer que seu corpo não é punitivo. Alguém deve ter perguntado a eles.
Resumindo: o Judiciário está se movendo. Formam frentes, usam palavras-chave e pedem adiamento de eleições. Não é uma rebelião, é uma reorganização estratégica. Veremos quanto tempo durará esta “unidade” quando a reforma bater à porta.




