Japão reforça sua presença militar no Indo-Pacífico com as Filipinas

O Japão e as Filipinas fortalecem os laços militares com exercícios e possível venda de destróieres.

O teatro de segurança regional esquenta

O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, desembarcou em Manila com uma missão clara: fortalecer os laços militares com as Filipinas. Não é uma visita qualquer. É um movimento coreografado no tabuleiro Indo-Pacífico, onde cada gesto tem o peso da estratégia.

O que foi preparado na reunião?

Koizumi conversou com o presidente Ferdinand Marcos Jr. e com altos funcionários da defesa filipina. A agenda, uma das que não vaza facilmente, incluía um tema suculento: a possível transferência de contratorpedeiros japoneses usados ​​para as Filipinas. Sim, navios que já navegaram sob bandeira japonesa, mas isso poderia dar uma folga à frota filipina.

“Esta questão faz parte de um acordo bilateral assinado em 2024 que permite às forças armadas de ambos os países realizar exercícios militares em grande escala.”

Isso não é palha. É um pacto que transforma a cooperação em algo tangível. Exercícios conjuntos, partilha de competências e, agora, possivelmente, material circulante. A questão é: quem está realmente a visar quem neste teatro?

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A peça por trás da cortina

Koizumi não veio apenas sorrir e apertar mãos. Por trás de cada aperto há uma leitura geopolítica. O Japão, com a sua constituição pacifista reformada a reboque, procura parceiros fiáveis ​​numa região onde a China movimenta chips pesados. As Filipinas, por sua vez, precisam de força naval sem estourar o orçamento. Chance? Não, é puro cálculo.

Meu pai dizia: “Política não é jogo, é a vida das pessoas”. Aqui, a vida de pescadores, marinheiros e famílias depende de quem patrulha essas águas. Koizumi e Marcos Jr. sabem disso. Portanto, este não é um simples acordo; É uma aposta pela estabilidade num bairro tenso.

O que vem a seguir

Os exercícios conjuntos já estão em andamento. Os destruidores, se chegarem, serão o próximo ato. Mas atenção: neste drama, o público – nós – espera que o roteiro não vire uma tragédia. Por enquanto, as luzes estão em Manila e Tóquio. O resto é uma questão de tempo e de como as outras peças se movem no tabuleiro.

INEHRM torna-se centro de investigação e ensino

O INEHRM é transformado em centro de pesquisa e ensino sob a nova secretaria.

Transformação do INEHRM

A presidente Claudia Sheinbaum assinou o decreto que transfere o Instituto Nacional de Estudos Históricos das Revoluções do México (INEHRM) para a Secretaria de Ciência, Humanidades, Tecnologia e Inovação (SECIHTI). O instituto passa a ser um órgão público descentralizado com foco acadêmico.

Rosaura Ruiz Gutiérrez, chefe da SECIHTI, explicou que o novo esquema irá formar especialistas em história para fortalecer as capacidades nacionais em ciências sociais e humanas.

Felipe Arturo Ávila Espinosa, diretor do INEHRM, explicou que os planos de estudos vincularão o conhecimento histórico aos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais do país, e atenderão às necessidades da Administração Pública Federal.

Oferta educacional híbrida

A oferta incluirá licenciaturas em História, Ciências Sociais e Humanas, e Administração Pública e Bom Governo. Na pós-graduação, serão acrescentados mestrados em Humanismo Mexicano, Estudos de Gênero e Feminismo e Movimentos Sociais e Resgate da Memória Histórica. Haverá também especialidades em Comunicação Política e Ensino de História.

Os graduados cobrirão temas como agrarianismo, saúde, migração, inteligência artificial, violência e direitos humanos.

Sede e chamada

A nova sede ficará na Rua Guatemala 80, Centro Histórico da Cidade do México. O primeiro edital será lançado em julho e as aulas terão início em setembro.

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Ministério Público concede medidas de proteção a vítima de violência familiar

A Promotoria de Morelos emitiu medidas de proteção após denúncia de violência familiar contra o ex-diretor da Pemex.

A Procuradoria Geral de Morelos ativou medidas de proteção a favor de Felicia Jiménez Lavie, que apresentou queixa por violência familiar contra seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. A informação foi relatada pelo promotor Fernando Blumenkron Escobar.

As medidas, explicou o responsável, estarão disponíveis quando a vítima as exigir. A denúncia foi apresentada na Cidade do México e a Secretaria da Mulher do Governo do México acompanha diretamente o caso.

Investigação em andamento

Até agora, Jiménez Lavie não se dirigiu ao Ministério Público local para contribuir com mais elementos para a pasta da investigação. A ação foi iniciada ex officio na última sexta-feira, 26 de junho, após a divulgação de um vídeo com imagens de agressões contra a mulher.

Blumenkron garantiu que o portfólio continua sua integração. “O processo não parou e vamos continuar a garantir justiça à vítima”, afirmou. Além disso, indicou que há articulação com a Secretaria da Mulher e o Ministério Público da capital, na rota de atendimento às vítimas de violência familiar.

Dentre as ações realizadas, a Promotoria de Morelos busca localizar o endereço onde ocorreu a agressão física, para realizar laudos periciais de acordo com as imagens do vídeo veiculado pela própria vítima.

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Trump não estende T-MEC: México enfrenta revisão anual

EUA rejeitam extensão automática do T-MEC; a validade é reduzida para 10 anos com revisão anual.

Rejeição de extensão automática

Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) por 16 anos. Isto reduz a sua validade para uma década com uma revisão anual. A medida gerou preocupação entre os legisladores mexicanos.

Ricardo Monreal, coordenador do Morena em San Lázaro, explicou que o tratado permanece em vigor por mais 10 anos, mas sujeito a avaliação a cada ano. Ele observou que os Estados Unidos apresentaram 54 observações, incluindo questões como a toninha-vaquita e a pirataria. O México, por sua vez, levantou 13 pontos, incluindo a cláusula 232 sobre tarifas.

“Só que será revisto ano após ano, mas o Tratado não está concluído, continua por mais 10 anos porque foi assim que foi assinado há seis anos”, declarou Monreal.

O legislador alertou que Donald Trump tem sido um crítico constante do USMCA e apelou à consideração dos benefícios que trouxe às três nações.

Reações da oposição

Héctor Saúl Téllez, vice-coordenador económico do PAN, considerou que a posição dos EUA demonstra falta de antecipação estratégica por parte do governo federal.

“A decisão dos EUA de não prorrogar automaticamente o USMCA por 16 anos na revisão de hoje não é o fim do tratado, mas revela uma falta de antecipação estratégica por parte do governo federal”, afirmou.

Téllez lembrou que o artigo 34.7 do acordo era conhecido desde 2018. Chegar a 1º de julho sem uma prorrogação limpa representa um risco que, segundo ele, deveria ter sido evitado.

A revisão anual permitirá ajustamentos, mas persiste a incerteza sobre o futuro do comércio regional. O México e o Canadá procurarão manter a estabilidade do acordo durante os próximos dez anos.

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