Abordagem de investimento e direitos na Pensão do Idoso

Uma análise comparativa revela a evolução do orçamento e a abordagem constitucional deste apoio fundamental aos idosos.

Análise do investimento na Pensões dos Idosos

A Secretária de Previdência, Ariadna Montiel Reyes, apresentou um detalhamento financeiro sobre a destinação de recursos para a Pensão de Bem-Estar do Idoso durante o período conhecido como a Quarta Transformação (4T). Segundo dados oficiais, ao longo de sete anos desta administração foram destinados 1.501 milhões de pesos a este programa de assistência social. Este valor adquire a sua verdadeira dimensão analítica quando contrastado com os valores exercidos nas administrações federais anteriores, o que permite avaliar a prioridade orçamental atribuída a este segmento da população em diferentes contextos políticos.

O exame comparativo apresentado pelo responsável indica que, durante o mandato de seis anos do presidente Felipe Calderón Hinojosa, o investimento nesta área específica ascendeu a 67.859 milhões de pesos. Posteriormente, durante o governo do presidente Enrique Peña Nieto, o valor executado foi de 211.886 milhões de pesos. A apresentação destes números em sequência histórica procura fundamentar a narrativa de uma mudança substancial na magnitude do compromisso financeiro do Estado mexicano para com a população idosa, estabelecendo uma base quantitativa para o debate sobre política social.

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Transição de um modelo de bem-estar social para uma política de direitos

Em declaração proferida no Palácio Nacional, Montiel Reyes apresentou o quadro conceitual que, segundo a atual administração, diferencia sua abordagem. Ele sustentou que sob os governos do Presidente Andrés Manuel López Obrador e da Presidente Claudia Sheinbaum Pardo, é promovida uma política de direitos humanos apoiada constitucionalmente. Esta abordagem opõe-se explicitamente ao que ele definiu como o modelo de bem-estar característico dos anteriores governos neoliberais, onde o apoio, segundo esta perspectiva, carecia de uma base jurídica sólida e perpetuava uma relação clientelista.

“Estamos construindo uma política de direitos, porque eles estão na Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos“, afirmou o secretário. Essa afirmação sublinha o argumento central da transformação: o programa deixou de ser uma mera ação discricionária de assistência social e passou a ser uma obrigação do Estado, conforme estabelecido na Carta Magna. Esta alteração do estatuto jurídico representa, em teoria, uma garantia de permanência e universalidade, desvinculando o benefício dos ciclos políticos ou da disponibilidade orçamental atual.

Foco prioritário nas comunidades indígenas e sujeitos de direito

Um componente adicional desta política de direitos reside na sua aplicação diferenciada e prioritária aos povos e comunidades indígenas. O responsável argumentou que estes grupos enfrentaram historicamente omissão e marginalização nas políticas públicas anteriores. O modelo atual, segundo sua explicação, lhes confere um reconhecimento constitucional que transcende a visão individual. “Não apenas como sujeitos de direitos, mas como comunidades também como sujeitos de direitos”, disse ele.

Essa evolução conceitual implica tratamento coletivo e atenção prioritária na implementação dos programas. Os membros destas comunidades, portanto, teriam deixado de ser considerados meros beneficiários do apoio governamental para serem reconhecidos como titulares plenos de direitos, tendo o Estado como fiador obrigado. Esta abordagem procura rectificar exclusões históricas e está alinhada com um discurso de justiça social e reparação, integrando a dimensão étnica e colectiva no esquema de protecção social para a velhice.

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Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

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Sheinbaum pede preservação do milho nativo para a soberania nacional

Sheinbaum destaca que o milho nativo é fundamental para a soberania alimentar e a identidade nacional.

A presidente Claudia Sheinbaum Pardo reafirmou que os governos da Quarta Transformação defendem a soberania nacional em todas as áreas. Durante um encontro com agricultores em Pijijiapan, Chiapas, ele destacou a importância do milho nativo como pilar da identidade e autossuficiência mexicana.

Defesa da soberania através do milho nativo

Sheinbaum apresentou o programa “Milho é a Raiz”, cujo objetivo é melhorar as condições dos produtores e reduzir a dependência de sementes controladas por grandes corporações.

“Conservar o milho nativo também significa defender a soberania”, afirmou.

O presidente alertou sobre os riscos das sementes híbridas:

“Se continuarmos com o milho híbrido puro, as pessoas dependerão da compra de sementes e quem venderá as sementes serão algumas empresas.”

Salientou que preservar as variedades autóctones é essencial para evitar esta dependência económica.

“Se não tivéssemos milho nativo, perderíamos boa parte da soberania alimentar, do que somos como mexicanos”, disse ele.

Além disso, estendeu a defesa da soberania aos campos energético, cultural e alimentar. Ela garantiu que a Quarta Transformação a impulsiona “de todas as maneiras possíveis”.

O programa busca fortalecer os pequenos agricultores e conservar a diversidade genética do milho, elemento central na dieta e na cultura do país.

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México envia equipe de resgate à Venezuela após terremotos

25 especialistas e 5 pares de cães viajam para apoiar os esforços de busca na Venezuela.

Solidariedade em ação

Após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela em 24 de junho, que deixaram 1.430 mortos e 3.328 feridos, o México reforçou o seu apoio humanitário. O Ministério das Relações Exteriores (SRE) coordenou o envio de uma missão de resgate com a Cruz Vermelha Mexicana e a companhia aérea Volaris.

“Esta tarde partiu para a Venezuela uma equipa de apoio composta por 25 especialistas da Unidade de Busca e Resgate Urbano (USAR) da Cruz Vermelha e da Brigada Internacional de Resgate de Cancún (USAR BRIC), bem como um elemento de brigada da Azteca Topos”, indicou a agência.

Equipamento e logística

A missão inclui cinco pares de cães e 3,5 toneladas de equipamentos especializados para tarefas de busca e resgate nos escombros. A remessa foi transportada em um voo da Volaris.

“Com isto, o México reafirma a sua solidariedade e compromisso com o povo venezuelano nestes tempos difíceis”, afirmou o SRE num comunicado. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, lidera a coordenação desta ajuda.

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